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Mauro Xavier: «Chip na bola é para avançar»

Mensagempor admin em 03 dez 2011, 17:13

ENTREVISTA RECORD

Aos 33 anos, pertence à direcção da Microsoft Portugal, mas já foi o responsável pelo voluntariado no Euro’2004; agora está na lista de Carlos Marta para ajudar na modernização da FPF e do futebol.

RECORD – O que levou a lista a eleger a tecnologia como prioridade?

MAURO XAVIER – Costumo dizer que a tecnologia não é um elemento neutro, já que modifica a forma como fazemos as coisas. Se virmos noutras indústrias, como o jornalismo, em que há casos concretos de menor leitura em papel do que online, percebemos que o futebol necessita de estar ligado às tecnologias. Há coisas simples que precisam de ser feitas. Há que olhar mais para o futuro do que para o passado e lembro-me já da desburocratização na comunicação entre a Federação, as associações e os praticantes. E aqui falamos das inscrições, por exemplo. Diria que este é um primeiro momento que permita retirar barreiras. Retirarmos as pastas, os transportes, o papel e criamos um elemento de modernização. Mas, também para os atletas, entendemos que cada vez existe mais o conceito de ligação a uma rede social, que nos possa divulgar.

R – Valorizando o futebolista?

MX – Queremos constituir a lógica de um passaporte electrónico ou um bilhete de identidade electrónico, com toda a actividade, desde as escolas, ou do momento em que são federados, até ao fim da sua prática, onde todos os elementos estatísticos oficiais estejam registados. Mas que permita ainda a introdução de elementos que a pessoa pretenda, que são da sua responsabilidade. Fotografias, vídeos, ou tudo o que o valorize. Na prática, será uma página individual, para todos os atletas federados, de forma a poderem promover-se. Queremos ainda valorizar os jogadores das selecções e o jogador português. Não faz sentido o número de jogadores portugueses que vemos hoje nos campeonatos profissionais e não profissionais. Até nos escalões jovens a questão já se coloca. É responsabilidade da Federação ajudar a que estes jogadores tenham futuro.

In Record
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Mensagempor admin em 04 dez 2011, 04:32

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«Quero tudo resolvido com Paulo Bento antes do início do Euro» - Fernando Gomes

Por Carlos Vara

-Portugal conheceu esta sexta-feira os adversários no Europeu organizado em conjunto por Polónia e Ucrânia. Vai lá estar?
- Vou lá estar de certeza absoluta e com toda a convicção de que vou lá estar como presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Relativamente às eleições estou com grande confiança.

- Que lhe parece o grupo de Portugal? Alemanha, Holanda, Dinamarca são adversários altamente conceituados.
- É o grupo da morte, como as pessoas dizem e eu reconheço. É claramente o grupo mais forte, mas Portugal tem grande selecção e as grandes selecções dão-se bem com os grandes jogos e as grandes equipas. Teremos jogos interessantes e abertos e podemos encontrar todas as condições para passar. O sorteio do Euro 2000 também nos colocou perante grandes equipas mas também passámos à fase seguinte, tenho esperança enorme.

- E com que seleccionador vai estar no Europeu se vencer o acto eleitoral de dia 10?
- Já decidimos que vamos respeitar os contratos. Paulo Bento tem um contrato válido até ao final do Europeu e naturalmente vou lá estar com o Paulo Bento a orientar a equipa nacional. Dentro da linha que ele desenvolveu no decurso desta campanha estou convicto de que Portugal vai ter uma grande prestação.

- Nestes últimos anos a Selecção Nacional tem estado muito perto de uma grande conquista. É com Fernando Gomes na presidência que Portugal vai afirmar-se em definitivo?
- De certeza absoluta que qualquer conquista vai ser com o treinador e os jogadores, são eles os grandes responsáveis. Da parte do presidente da Federação resta criar as grandes condições para que, através desse espírito de equipa, se possa chegar mais alto nas grandes competições. A minha certeza é que da nossa parte criaremos essas condições para um dia termos esse título.

In A Bola
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Mensagempor admin em 04 dez 2011, 04:33

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«Não termos negociado a arbitragem é uma atitude inédita na Federação» - Carlos Marta

Por Paulo Montes

-Concorda, ou não, com a nova composição da Assembleia Geral da Federação, imposta por um diploma governamental registado como Regime Jurídico das Federações Desportivas?
-Neste momento tenho de respeitar essa decisão e apresentar a candidatura dentro das novas regras estatutárias.

- Mas acredita que o novo quadro é o que melhor representa o futebol português?
- Admito que num futuro próximo possa haver uma alteração do caderno eleitoral para a Federação.

- Voltando, de alguma forma, a reforçar o movimento associativo, que é o seu principal apoio nestas eleições?
- Uma eleição para um órgão como a Federação deve ser o mais alargada possível, vertendo, além dos clubes, todas as estruturas associativas e de classe. Esta lei teve como razão de fundo a vontade de retirar força ao movimento associativo distrital mas, na prática, podemos perceber que talvez não tenha sido bem assim...

- Admite então propor uma revisão da lei?
- Dizemos na nossa candidatura que privilegiaremos o diálogo com o Governo. Um dos temas que pretendemos discutir é precisamente o do Regime Jurídico das Federações Desportivas. Por exemplo, a questão da eleição dos conselhos de Disciplina e de Justiça pelo método de Hondt não colhe a aprovação da maioria das instituições do futebol.

In A Bola
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Carlos Marta: «UEFA protege mais o jogador português»

Mensagempor admin em 06 dez 2011, 01:42

CANDIDATO Á PRESIDÊNCIA DA FPF

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Carlos Marta, candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), voltou a sair em defesa do jogador português, mostrando intenção, caso seja eleito no próximo sábado, em alterar os regulamentos nacionais e reduzir o número de estrangeiros em Portugal.

“As directrizes da Uefa protegem mais o jogador português. Não percebo como é que, até à data, não se tenha pensado em alterar essa situação”, criticou Marta, cuja candidatura pretende “incentivar mais jovens a praticar futebol, de forma a promover a detenção de talentos para as Selecções”, afirmou em entrevista à SIC Notícias.

Relativamente aos quadros competitivos nacionais, o dirigente pretende a diminuição dos custos de inscrição dos jogadores, mas também uma reformulação na Taça de Portugal, com os clubes da distrital a poderem participar na 1.ª eliminatória e as equipas de menor dimensão a jogarem no seu estádio, obtendo um maior fluxo de receitas.

Quanto à arbitragem, uma das linhas mestras do seu programa, Marta defende a sua autonomia, mas quanto à sua profissionalização, deixa um alerta. “Temos que começar a confiar nos nossos árbitros, mas para isso acontecer há que pugnar pela sua autonomia. Com a situação económica que o país atravessa será difícil profissionalizar a classe”, afirmou.

A terminar, uma palavra sobre Paulo Bento, actual seleccionador nacional. “Se for eleito, uma das primeiras coisas que irei fazer será demonstrar-lhe todo o meu apoio. Em relação à sua continuidade, creio que só depois de terminado um ciclo poderemos aferir essa situação”, considerou.

In Record
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Mensagempor admin em 06 dez 2011, 01:45

Vítor Pereira: «Quando cheguei havia pessoas com privilégios especiais que acabaram»

REAÇÃO à FALTA DE CONSENSO

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Vítor Pereira esteve na sede da Associação de Futebol do Porto para apresentar o seu programa, perante uma plateia bem composta, onde se contavam os árbitros de 1.ª categoria Jorge Sousa, Artur Soares Dias, Hugo Pacheco e e Rui Costa, bem assim como alguns árbitros assistentes. Antes da sessão de esclarecimento, um grupo de árbitros de futsal da A. F. Porto concentrou-se no exterior, protestando contra as condições que usufruem e ameaçando parar uma jornada.

Lá dentro, Vítor Pereira, acompanhado por parte da sua equipa (Carlos Carvalho, presidente do Conselho de Arbitragem da A. F: Porto foi um desses elementos), explanou o seu projecto e anunciou que o grupo de trabalho que integrou respondeu afirmativamente à profissionalização da arbitragem, tendo o respectivo relatório já sido entregue ao governo. "Só pode ser este o caminho", acentuou o actual líder da Comissão de Arbitragem da Liga, que prometeu, ainda, investir na Casa do Árbitro.

"O diagnóstico da arbitragem está feito, agora é preciso projectos e espírito empreendedor", referiu Vítor Pereira. Questionado por Lourenço Pinto sobre o futuro orçamento da arbitragem nacional (tendo em conta que a Liga gasta 3,8 milhões com os árbitros e a FPF cerca de 5 milhões), Vítor Pereira apenas disse que na Liga tem cumprido os orçamentos que são aprovados em assembleia geral.

No período de perguntas, Vítor Pereira reagiu ainda a uma afirmação recente de Fernando Gomes sobre o facto de não ser uma figura consensual entre os árbitros de primeira linha. "Considero isso um elogio pois quando cheguei à Comissão de Arbitragem da Liga esta era gerida de fora para dentro e havias pessoas com privilégios especiais e o que fizemos foi acabar com esses privilégios e assumir um nível de exigência e rigor".

In Record
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Minuto de silêncio em honra de Artur Quaresma

Mensagempor admin em 08 dez 2011, 03:49

Em todos os jogos organizados pela Federação Portuguesa de Futebol será guardado um ‘minuto de silêncio’, em memória do antigo internacional português, Artur da Silva Quaresma, falecido a 2 de Dezembro de 2011.

O antigo avançado, que fez a sua carreira integralmente no Belenenses, nasceu a 27 de Dezembro de 1917 e estreou-se pela Equipa das Quinas em 28 de Novembro de 1937, num embate frente à Espanha, que Portugal venceu por 2-1.

In Site Oficial da Federação Portuguesa de Futebol
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França ultrapassa Portugal no 'ranking'

Mensagempor admin em 08 dez 2011, 04:40

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Por Redacção

A vitória do Lyon e, sobretudo, os pontos de bónus pela qualificação para os oitavos da Champions, além do empate do Lille, permitiram à França ultrapassar Portugal no ranking da UEFA, que define quantas equipas cada país terá nas competições europeias de 2013/14.

A diferença entre quinto e sexto classificado, porém, resume-se apenas à ronda da Champions em que entra o terceiro classificado do campeonato (no play-off para o quinto do ranking, na terceira pré-eliminatória para o sexto). Já se cair para o sétimo (cenário muito pouco provável) então ficará apenas com duas equipas na Champions.

O mais certo, aliás, é Portugal recuperar a quinta posição. França mantém duas equipas na Champions e, possivelmente, outra Liga Europa, enquanto Portugal poderá continuar a pontuar com Benfica (Champions), FC Porto, Sporting e SC Braga, todos na Liga Europa, competição na qual ainda se jogarão os 16 avos-de-final depois da fase de grupos.

In A Bola
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Toni: «Selecionador terá todas as condições»

Mensagempor admin em 09 dez 2011, 00:52

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CANDIDATO A "VICE" NA LISTA DE CARLOS MARTA

Candidato a vice-presidente na lista de Carlos Marta, o antigo treinador do Benfica faz a apologia do jogador português e promete reunião com Paulo Bento logo que for eleito.

RECORD – Faltam poucos dias para as eleições: o que acha que vai acontecer?

TONI – Hoje em dia deve haver pouca gente com dúvidas em relação a quem tem um projeto sustentado para o desenvolvimento do futebol português. Julgo que isso ficou evidente no périplo que Carlos Marta tem feito ao longo desta campanha, tendo oportunidade de exprimir, em todas as associações, as suas ideias. Esta é uma candidatura do futebol, de um homem que jogou, dos distritais à 1.ª Divisão e, portanto, tem conhecimento de causa. O que vai acontecer? O voto é secreto, democrático e caberá aos delegados tomarem a melhor decisão. Mas a Lista 1 tem uma grande confiança nas suas propostas.

R – Esperava este desafio?

T – Quando o Carlos Marta me convidou houve duas ou três razões que me levaram a aceitar: uma foi a honra de ser escolhido para o desempenho desta função; a segunda é que era um homem do futebol que se candidatava. E depois, as ideias força que estavam subjacentes ao projeto que ele tem. Assim, põe-se a questão de fazer uma interrupção naquilo que tem sido uma das minhas paixões, que é ser treinador.

In Record
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Luís Guilherme e Vítor Pereira debatem arbitragem

Mensagempor admin em 09 dez 2011, 00:59

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DEBATE RECORD/ANTENA 1

Luís Guilherme, presidente da associação dos árbitros (APAF), 56 anos. Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, 54 anos. São os dois candidatos à liderança do Conselho Nacional de Arbitragem da FPF e aceitaram o desafio do Record e da Antena 1 para um debate – o único promovido entre os dois homens que pretendem mudar a arbitragem. Embora defendam a mesma causa, têm ideias diferentes. Expressaram-nas sem constrangimentos e com alguns ataques pelo meio.

RECORD – Uma lista consensual foi equacionada mas não se concretizou. Porquê, Vítor Pereira?

VÍTOR PEREIRA – Víamos com bons olhos uma lista de consenso e fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para o conseguir. Porém, o que estava em jogo não era uma lista de consenso. O consenso pressupõe a concessões de ambas as partes; no caso, que um conjunto de pessoas fosse aceite pelos dois lados. Ora, não foi isso que colocaram em cima da mesa.

R – O que foi então?

VP – Seis pessoas de um lado, seis do outro e duas delas teriam de ser vice-presidentes. Este não é o princípio do consenso, é o princípio da grelha, à maneira antiga. Não era aceitável. Ao longo da nossa vida de dirigentes, temos colocado algumas condições sempre que somos convidados a assumir este tipo de cargos de liderança. Fizemo-lo com o dr. Madaíl em 2002, com dr. Hermínio Loureiro em 2006 e com dr. Fernando Gomes em 2010.

R – Que condições?

VP – Termos a liberdade de escolhermos a nossa equipa. É muito importante no sector da arbitragem que haja uma equipa coesa, pois há muito trabalho a fazer. A competência e a confiança são determinantes para o sucesso. Assim, se de facto havia interesse e vontade que fôssemos os responsáveis pela arbitragem, deveriam ter dado a hipótese de construirmos a nossa lista, sem imposição nem de número nem de nomes.

R – Luís Guilherme: por que é que a proposta de consenso foi feita naqueles termos e não noutros para ser viável?

LUÍS GUILHERME – Esta é uma história que vale a pena contar. A primeira conversa foi em 15 de outubro em Leiria, numa reunião onde marcou presença o Paulo Costa, o Vítor Pereira e o Antonino Silva. Aí foram colocadas as questões do consenso e da independência – factores determinantes para a APAF – e perguntou-se claramente ao Vítor Pereira se ele queria ser o presidente dessa lista de consenso. O Vítor Pereira, por seu lado, questionou-nos sobre a nossa posição. Respondemos: ficaremos onde tu nos quiseres colocar. Ficou pendente a questão da independência, uma vez que o Vítor Pereira tinha um compromisso com o dr. Fernando Gomes e naquele momento não estava em condições de falar sobre isso. Ficou de dar-nos resposta até à hora de almoço do dia seguinte. Nada disse e só quando eu lhe liguei ao fim da tarde é que me confidenciou que não tinha sido libertado do seu compromisso.

R – A partir daí, resolveu avançar?

LG – Sim, dando cumprimento a uma decisão da APAF, que apoia a lista independente. Tínhamos carta branca para fazer contactos. Na sexta-feira seguinte àquela reunião, o Vítor Pereira ligou-me para voltarmos a conversar. Acedi de imediato; embora a questão da independência não estivesse assegurada, o consenso era viável. Logicamente, agora já tínhamos nomes...

R – Então, sempre impunha nomes...

LG – Agora era inevitável, pela simples razão de que a nossa lista já estava em formação. Mas é preciso dizer que se as grelhas existem, não são culpa nossa. A nossa lista rompe totalmente com o passado, em que o presidente candidato à direcção apresenta os presidentes para os vários órgãos. Isso é que são grelhas, isto [aponta para Vítor Pereira] é que é o passado. Se há um facto novo, é o aparecimento de uma lista independente de todas as candidaturas.

R – Independente mas ligada à lista de Carlos Marta...

LG – Não, peço desculpa, mas não. A nossa lista é rigorosamente independente, não está ligada a ninguém. Só temos um compromisso: com as nossas ideias.

R – Que nomes estavam então sobre a mesa?

LG – A nossa proposta voltou a provar a boa vontade com que sempre partimos para esta negociação. O Vítor escolhia sete dos elementos que tinha na lista e continuaria a ser o candidato a presidente, enquanto nós indicaríamos seis, sendo lógico que dois fossem vice-presidentes. A questão só emperrou num nome. Aceitámos os sete que ele apresentou – até teríamos motivos para discordar de alguns. O Vítor Pereira não aceitou um nome nosso.

R – Quem era?

LG – Para o caso não interessa. Foi um nome e mais nada.

VP – Permitam-me rebater uma questão que está a ser dita recorrentemente e que não é verdade. Não há uma lista da APAF e outra da arbitragem. Há, isso sim, duas listas da arbitragem. Uma, que tem candidato a presidente o Vítor Pereira, e uma outra que tem Luís Guilherme e Paulo Costa.

R – Está a querer dizer que a lista não é da APAF?

VP – E não é mesmo, porque não há nenhuma ata de qualquer reunião de direcção ou de assembleia geral no sentido de validar uma coisa que é absolutamente original: uma associação de classe assumir a responsabilidade, contrariando a sua própria missão, de indicar um conselho de arbitragem. Os associados e a direcção da APAF não mandataram ninguém para constituir uma lista. Imaginem o que seria o presidente da associação de treinadores indicar o seleccionador nacional ou o presidente do Sindicato dos Jogadores nomear os convocados para a Selecção. Eu sou associado da APAF e na nossa lista cinco dos 19 elementos são dirigentes dos órgãos sociais da APAF. Onze são associados da APAF e quatro foram dirigentes. Que fique claro: são duas listas de arbitragem, cada uma apoiada por um candidato.

LG – Gostava de esclarecer esta questão. Efectivamente a lista não é da APAF mas sim apoiada pela APAF. Se fosse da APAF, tinha outros procedimentos estatutários. Mas é feita no mesmíssimo modo que foi feita há uns anos quando o Vítor Pereira foi candidato por uma lista, a de Artur Jorge, que iria opor-se ao dr. Madaíl. Nessa altura, em reunião de direcção, a APAF apoiou a candidatura de Vítor Pereira, tal como agora fez em relação aquela que eu lidero. Eu, e não o Paulo Costa.

R – No entanto, não consegue descolar do apoio que também tem da candidatura de Carlos Marta...

LG – Será como entenderem. Tanto quanto é público, Carlos Marta elaborou um comunicado anunciando que não apresentava lista para a arbitragem muito antes de haver mais do que uma lista candidata à arbitragem. E disse que apoiaria a lista que os árbitros constituíssem por consenso. E nós empenhámo-nos nela. Eu respeitei os nomes que o Vítor sugeriu. Aliás, se fosse cinco dias antes teríamos uma lista de consenso, sem qualquer constrangimento.

R – Esse nome o Vítor Pereira já citou (Paulo Costa)...

VP – Não, não é verdade. Por acaso, não é. Mas já agora acrescento uma coisa em relação à independência. Em Outubro/Novembro de 2010, num restaurante no Campo Grande, convidei o Luís Guilherme para fazer parte da lista para o CA da FPF. Ele não aceitou, dizendo que era cedo. Em Setembro de 2010, no Hotel Tiara, em Lisboa, quando o presidente da Liga estava a negociar com o presidente da APAF as tabelas salariais, o dr. Fernando Gomes anunciou que por ocasião das eleições para a FPF iria promover uma lista liderada por mim para o CA. Nesse instante, o Luís Guilherme disse: “Ah, então vai haver duas listas.”

R – Disse isso, Luís Guilherme?

LG – Não me lembro de o ter dito.

VP – Há muitas testemunhas. Há seis árbitros, o dr. Fernando Gomes, o secretário-geral da Liga, o meu colega António Silva. E isto foi dito uma outra vez. Por outro lado, gostaria de dizer que quando Paulo Costa e Lucílio Baptista terminaram as suas carreiras de árbitros, na época 2009/10, convidei-os para integrarem a estrutura técnica da arbitragem da Liga. Ambos recusaram. Obviamente, sabemos ler os sinais.

R – Foram recusas a mais...

VP – Exactamente. Primeiro o Luís Guilherme, depois anuncia duas listas, seguem-se as recusas do Lucílio e do Paulo. Ficava claro que eram pessoas que estavam interessadas noutra lista.

R – Vamos então à independência...

VP – A independência não se apregoa, vive-se. A nossa vida leva 32 anos de arbitragem, 23 como árbitro e 9 como dirigente. A independência é a nossa prática. E tanto assim é que, quando constituímos a nossa lista, 7 dos 19 membros pertencem a associações distritais que supostamente irão apoiar o candidato Carlos Marta, e os restantes são ex-árbitros de 1.ª Divisão, três internacionais, e dos quatro observadores da UEFA três estão na nossa lista. Criámos uma selecção nacional de dirigentes da arbitragem.

R – Parece claro que a arbitragem está dividida e, sendo a eleição pelo método de Hondt, o CA terá elementos das duas listas.

LG – Se for eleito, essa questão acaba no momento. Será um CA único e teremos forçosamente de trabalhar todos em equipa e em prol da arbitragem. Mas já que temos de precisar bem as coisas, vamos lá esclarecer: não foi na reunião do Tiara que o dr. Fernando Gomes informou os árbitros, mas sim numa outra no Hotel Falperra, em Braga, no início da época.

VP [interrompe]– Junho de 2010.

LG – Uma reunião muito complicada na qual o dr. Fernando Gomes me comunicou que quando convidou Vítor Pereira para a Comissão de Arbitragem da Liga lhe tinha dito duas coisas: uma, que o apoiaria em futuras eleições para a FPF; outra, que não existiria profissionalização na arbitragem enquanto o Governo não produzisse legislação própria. Em momento algum me recordo de ter dito que iria haver duas listas – ademais, nem me passava pela cabeça essa hipótese e até 20 ou 21 de outubro, dia em que abortaram as negociações, sempre acreditei no consenso. O que disse ao dr. Fernando Gomes, numa conversa particular e na presença do secretário-geral Tiago Craveiro, essa sim no Hotel Tiara, foi que havia um certo descontentamento dos árbitros do futebol profissional em relação a Vítor Pereira e, assim sendo, poderia haver duas listas.

R – Não vê independência no trajecto de Vítor Pereira?

LG – O passado das pessoas fala por si, e isto é verdade para uma e outra lista. Mas não me posso esquecer que em 1995, quando se fez uma grande reestruturação na APAF e na arbitragem, fui convidado pelo Vítor Pereira para integrar os corpos sociais e uma das questões que esteve sempre em cima da mesa era a da independência da arbitragem. Várias gerações de árbitros lutaram por ter a possibilidade de produzirem a sua própria lista. Temos essa oportunidade soberana. A questão que se deve colocar é a seguinte: se havia todas as condições para isso, por que não foi possível o Vítor Pereira libertar-se do compromisso com o dr. Fernando Gomes? Essa é a questão essencial.

R – Como interpreta as declarações de Fernando Gomes quando disse que o seu nome não gera consenso?

VP – É um grande elogio. Se gerar consenso é não ir a campeonatos do Mundo, não ter progresso na arbitragem, ser facilitista, então vale a pena ser como sou. Durante os últimos cinco anos fomos responsáveis por 25 árbitros, sendo que nove são internacionais.

R – Gomes chegou a dizer que alguns árbitros não gostam de si...

VP – Sabe, ninguém gosta de trabalhar muito e o que imprimimos foi uma dinâmica de rigor. Chegámos em 2006, num momento muito triste e desiludido da arbitragem que culminou com a ausência de uma equipa no Mundial da Alemanha. Traçámos de imediato uma meta: ter sempre árbitros e assistentes em campeonatos da Europa e do Mundo. Os resultados estão à vista: em 2010 tivemos um trio no Mundial e para 2012 teremos pela primeira vez na nossa história dois árbitros portugueses a competir para serem seleccionados. No dia 7, teremos também um terceiro árbitro nomeado para a Liga dos Campeões, o que é inédito. Isto acontece, em primeiro lugar, graças à competência e dedicação dos árbitros, mas por outro lado também resulta de condições técnicas, físicas, e de suporte que lhes disponibilizámos, exigindo simultaneamente mais rigor. Estamos numa lógica de autossuperação. Encontramo-nos no topo de uma pirâmide com 77 árbitros e não somos responsáveis pelos árbitros distritais.

R – Mas a partir do dia 10 a realidade do novo presidente do CA não é apenas essa mas a de 3.500 árbitros.

VP – E o que estamos determinados a fazer é colocar ao dispor da arbitragem nacional todo o nosso conhecimento e competência, que já deu resultados.

R – A contrastar com a valorização do árbitro a nível internacional, a imagem em Portugal é má.

VP – Não sei se é má, mas podia ser melhor. Em 2006, as pessoas duvidavam da honorabilidade dos árbitros. Nesta fase, as pessoas criticam os erros ou os desempenhos e nada mais. Isso foi um passo importante. É fundamental as pessoas acreditarem. E isso resulta de um grande esforço dos árbitros, mas também de toda uma estrutura competente que os ajuda.

LG – Gostaria de dizer que ninguém tem o direito de se apropriar da arbitragem, que ao longo dos anos naturalmente tem evoluído. Era o que faltava se não evoluísse. E evoluiu sobretudo graças ao grande desempenho dos árbitros e investimento feito em determinadas áreas. Mas temos de olhar para toda a arbitragem, pois, como disseram, não é feita por 20 árbitros. É de 3.500 árbitros para uma necessidade real de 8.500! E nos últimos anos nada foi feito nesse aspecto. E isto tem de ser admitido. Não nos podemos vangloriar apenas do que foi bem feito, mas reflectir sobre o que não corre bem. E a arbitragem em sentido lato está parada há muitos anos.

R – Há responsáveis por esse estado de coisas e que não estarão aqui...

VP – Há outros que aqui estão e eu também me incluo neles. Não podemos relevar apenas o que está bem. Ninguém é dono da arbitragem nem deve reclamar tal estatuto. Eu, pelo menos, gosto de trabalhar em equipa.

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Luís Guilherme: «FPF terá de apostar no recrutamento»

Mensagempor admin em 09 dez 2011, 01:01

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DEBATE RECORD/ANTENA 1

RECORD – Atendendo a que no futuro haverá um presidente para todos os árbitros, como será feita a uniformização do árbitro?

VÍTOR PEREIRA – É curioso que o Luis Guilherme tenha acentuado a tónica na equipa, pois estamos perfeitamente de acordo. E foi justamente por causa da constituição de uma equipa forte para o CA que convidámos 7 presidentes de conselhos de arbitragem de associações distritais porque eles conhecem bem o terreno e as dificuldades, nomeadamente as taxas de abandono, as agressões a jovens de 14/15 anos, etc.

R – Como vai recrutar mais gente para a arbitragem?

VP – O intercâmbio com o desporto escolar é uma das medidas programáticas, assim como organizações de formação profissional ou aproveitar o jogador que a meio ou no fim da carreira possa enveredar pela de árbitro – admitamos um que abandona aos 28 anos tem 10, 12, 15 anos de prática desportiva. Diria, pois, que em termos de carreira haveria duas formas de ingresso. Uma pela via tradicional da arbitragem, outra pela via do ex-atleta que até pelo conhecimento que tem do jogo, das suas particularidades, seria certamente um potencial bom árbitro.

R – E há jogadores nessas condições?

VP – Acredito que sim. Sou formador de treinador de 4.º nível e já ouvi alguns, que são ex-atletas, dizer: “bolas, se eu soubesse que poderia ir para a arbitragem, teria ido”. E assim como há duas vias para entrar, também há duas saídas: uma para o setor profissional, outra para o amador. Certamente os ex-jogadores, optarão pela via profissional, atendendo a uma carreira que foi dedicada ao futebol.

R – Esta ideia de Vítor Pereira é realista ou idealista?

LUÍS GUILHERME – Já existe. O que acontece desde há dez anos, é que os árbitros têm de iniciar as suas carreiras no máximo até aos 32 anos de idade. Há uma excepção: se for jogador, esse limite alarga-se até aos 35 anos. Era desejável que viessem, mas não vêm. Temos de discutir as coisas com objetividade: nenhum jogador com 32 anos vai chegar a qualquer patamar na arbitragem. A nível internacional, então nem pensar, pois sabemos que a UEFA e a FIFA não admitem árbitros com mais de 37/38 anos. Por outro lado, num patamar de ascensão na carreira há todo um processo de aprendizagem que leva o seu tempo. Ou seja, não é através dos ex-jogadores que resolvemos o problema. Não podemos andar a vender ilusões.

R – Qual é a sua solução?

LG - Investir fortemente no desporto escolar, coordenando-o com o desporto associativo, pois cada um forma árbitros sem haver sintonia. Mas mais: a FPF terá de apostar no recrutamento. Nesta altura, a arbitragem é considerada uma despesa quando deveria ser tida como um investimento.

R – O que poderia ser feito então?

LG – Olhe, poderíamos pôr os jogadores a apelar para que os jovens venham para a arbitragem. E a FPF deveria convencer o governo no sentido de transformar o estatuto do jovem árbitro, deixando de considerá-lo como trabalhador independente que tem de passar recibo verde por prémios de 5 ou 10 euros

VP – Não podemos ter regulamentos falaciosos. Não podemos permitir que um ex-jogador chegue à arbitragem com 32 anos e depois dizer-lhe aos 34 que já não pode ser internacional ou árbitro de 1.ª categoria. Ou seja, temos de encontrar soluções de modo a proporcionar a um ex-jogador uma formatação de carreira na arbitragem que seja diferente da via tradicional. Para isso, há que criar regulamentos flexíveis.

200 mil euros que deixam de ser problema

R – Tem tido menos pedidos para reuniões?

VP – Sim, aliás, e felizmente, nos últimos anos, as declarações dos treinadores, e não só, em relação aos árbitros tem sido mais tolerante e compreensiva. Os pedidos que tenho recebido são motivados por matérias pertinentes. Cada vez mais as pessoas respeitam os árbitros.

R – Sentiram alguma pressão de dirigentes para elaboração das vossas listas.

VP – Absolutamente nenhuma.

LG – Em relação à nossa lista, não houve qualquer interferência. É verdade que tem havido grandes melhorias no comportamento dos diversos agentes, mas agora é preciso dar mais um passo. Por exemplo, a arbitragem portuguesa é penalizada em 200 mil euros por enviar os relatórios dos observadores para os clubes o que é proibido pela UEFA. Era importante que os clubes percebessem a utilidade de fazer esta poupança.

VP – Já agora, clarificar uma questão que a partir de 17 de Dezembro [as eleições são a 10, mas a tomada de posse é uma semana depois] está resolvida. É que a partir do momento em que há uma arbitragem única, os relatórios deixam de ser enviados aos clubes porque é uma norma imperativa da UEFA. Já toda a gente sabe disso e não é preciso sensibilizar os clubes, eles foram esclarecidos. Esse trabalho já foi feito por nós. Mas não é por isso que não recebemos os tais 200 mil euros. Às vezes lançam-se números para o ar que convém especificar.

R – Então qual é a razão?

VP – É o facto de haver dois CA. Esse é que é o problema. A partir daí, a FPF pode aderir à convenção da UEFA e receber 200 mil euros no primeiro ano 100 mil em cada um dos cinco anos subsequentes.

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