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Vítor Pereira: «Avaliação? Não há modelos perfeitos»

Mensagempor admin em 09 dez 2011, 01:06

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DEBATE RECORD/ANTENA 1

RECORD – Um dos pontos comuns nos dois programas é a avaliação. Na Liga, entrou-se agora num sistema misto (observador mais tv). Como vai ser no futuro?

VÍTOR PEREIRA – Não há modelos perfeitos na avaliação de desempenho. Queremos extrair o máximo de conclusões deste projecto piloto que vai terminar no final da época para adoptarmos um modelo que seja exequível e que obedeça a alguns princípios, nomeadamente o da economicidade. Não podemos ter um modelo de tal forma caro que seja insustentável. Será equilibrado e o mais justo possível.

LUÍS GUILHERME – O que dizemos é: mais do mesmo, não! Não podemos ter dois discursos: gastar muito dinheiro na profissionalização e poupar na avaliação. É preciso ter discurso coerente. Essa ideia de ter uma avaliação baratinha e gastar muito dinheiro numa dúzia de árbitros não faz sentido. Não pode haver más prestações com bons relatórios nem bons relatórios com más prestações

VP [solta o riso]

LG – Por outro lado, é preciso definir dois tipos de avaliação. Uma formativa, para os patamares distrital e nacional, e outra que tenha em atenção o espectáculo, a profissional. Mas o paradigma da avaliação tem de mudar. Quanto à avaliação mista – que não é um projecto piloto, pois já foi testado em 2003 com outros recursos – defendemos que tem de existir e que deve ser aberta a outros agentes. Isto é, treinadores e jogadores devem ser incluídos na avaliação dos árbitros.

Conferências de análise à arbitragem

R – Vítor Pereira optou por fazer balanços das prestações da arbitragem de tantas em tantas jornadas. Luis Guilherme seguir-lhe-á as pisadas se for eleito?

LG – Não faremos conferências de imprensa que dão a sensação de que foram promovidas para responder a terceiros. A nossa ideia é fazer duas conferências: uma no final da 1.ª volta e outra no final do campeonato.

R – Serão muitos jogos para dissecar…

VP – Em cada uma das sessões que promovi, estiveram sob escrutínio 20 jogos.

Olegário num processo complicado

R – Alguma razão para o eclipse de Olegário Benquerença?

VP – Todos nós atravessamos momentos bons e maus. Como o mar tem maré cheia e vazia. Aconteceu com o Collina, o Kim Nielsen, o Anders Frisk quando estavam em alta. Todos os árbitros de topo nos seus países têm em dada altura processos complicados. Olegário está nessa fase, agravando o problema com uma lesão arreliadora. Olegário é um dos melhores árbitros portugueses e a par do Pedro Proença um dos mais consagrados a nível internacional.

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Luís Guilherme: «Profissionalismo à custa dos árbitros, não»

Mensagempor admin em 09 dez 2011, 01:08

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DEBATE RECORD/ANTENA 1

RECORD – Há pontos em comum entre os dois programas, nomeadamente a profissionalização Mas que passos defendem para lá chegarmos?

LUÍS GUILHERME – Como se sabe, há um grupo de trabalho na área do governo que está a estudar essa possibilidade. Também é conhecida a posição da Liga que defende que enquanto não houver qualquer definição não implementará o profissionalismo. O que pensamos é que devemos tratar a arbitragem de forma realista e no contexto do país e não de forma populista. É muito fácil dizer que vamos ter árbitros profissionais. O problema é que apesar de haver muita a gente a dizer isso, ninguém conseguiu implementar o profissionalismo. Nós não defendemos o profissionalismo feito à custa dos árbitros. Dou muito este exemplo: gostaria de ter um carro topo de gama mas ando com um Opel porque não tenho dinheiro para mais.

R – E que plano tem?

LG – É um plano faseado. Esta discussão tem de ser feita de forma permanente e em diálogo com todos os elementos da arbitragem. O atual sistema está esgotado e por isso temos de partir para outro patamar, mas tem de ser um patamar que tenha proteção e enquadramento legal no aspeto laboral e social. Os árbitros deverão ter um estatuto idêntico ao que a UEFA e FIFA exigem – ou seja, ter total disponibilidade para a arbitragem mas poder exercer outras atividades – de modo a que daqui por uns anos possam ser profissionais. Só que não interessa ter árbitros profissionais se não tivermos uma estrutura profissional. E pergunto: haverá centros profissionais, que não existem em parte alguma do mundo. E os avaliadores? Trata-se para nós de uma matéria em aberto mas que deverá evoluir por patamares. Só que a arbitragem não fica por aqui. Os árbitros nascem no âmbito distrital, onde não existem quaisquer condições.

R – Não existem condições e há cada vez menos árbitros. O que se propõe fazer?

LG – Investir fortemente na captação e formação de árbitros na sua base. Em cada ano que passa há menos árbitros e mais jogos sem árbitros. É preciso saber isto, porque enquanto estamos entretidos com o profissionalismo não discutimos isto.

R – E qual é o plano de Vítor Pereira?

VÍTOR PEREIRA – A primeira vez que falei na profissionalização da arbitragem foi em 1990. Na altura seria dos poucos peregrinos a falar do assunto e tive toda a gente contra mim. Por isso, essa história do populismo está mal sustentada. O que sentia é que qualquer pessoa com responsabilidades profissionais numa área teria dificuldade em compatibilizá-la com uma arbitragem de alto nível. E se era óbvio na altura, agora ainda é mais. Eu até posso responder a algumas dúvidas que o Luis Guilherme tem. A profissionalização passará por um enquadramento legal – aliás já foi entregue ao governo o relatório do grupo de trabalho que estava incumbido para abordar o tema e que respondeu afirmativamente à questão: arbitragem profissional sim ou não – haverá uma estrutura dirigente para esse sector, um staff de apoio com preparadores físicos, instrutores, psicólogos, nutricionistas e um quadro de árbitros e árbitros assistentes que corresponda às exigências da competição profissional.

R – Isso por alto pode custar quanto?

VP – O nosso orçamento na época passada foi de 3 milhões e 850 mil euros. Entre 4 a 4,5 milhões teremos arbitragem profissional. Ou seja, não é por questões financeiras que a profissionalização não avança. Mas gostava de deixar outra nota: os árbitros profissionais não ganharão o salário mínimo nacional. Aliás, os amadores hoje também já não ganham isso. Vamos lá ter cuidado com o discurso do coitadinho. O que é importante garantir é condições que permitam o enquadramento legal. Aí, estamos de acordo. O profissionalismo não é um fim em si mesmo. O objetivo é melhorar a arbitragem, qualificá-la e torná-la competitiva em termos internacionais. Todos os árbitros que andam na Liga Europa e na Liga dos Campeões já são profissionais nos seus países e a esmagadora maioria já é em regime de exclusividade. Portugal está no top 10 do mundo e tem uma responsabilidade, mesmo sob o ponto de vista sociológico.

LG – A arbitragem esta época tinha um orçamento de 9 milhões de euros.

VP – A arbitragem nacional, no seu todo.

LG – Exatamente, sendo que 3,6 foram para o futebol profissional, ou seja, para 150 elementos e 5,4 para o futebol não profissional, isto é, quase para mil elementos. É disto que estamos a falar. O Vítor avançou agora com 4 milhões para mais de 150 pessoas, porque o staff vai aumentar.

VP – O staff vai diminuir. O staff dos árbitros, dos assistentes e do apoio.

LG – Nós entendemos o profissionalismo equiparando a uma equipa de futebol. Que tenha agregada a si um staff idêntico ao de uma equipa de futebol

VP – É isso que está pensado.

LG [num aparte] Eu não interrompi ninguém. Portanto, estamos a falar de 4 milhões destinados a um quarto da arbitragem. Mas temos que olhar para a arbitragem de forma integrada. É que os árbitros não nascem profissionais. E a este ritmo estamos a correr sérios riscos da base de recrutamento ser cada vez menor e a qualidade ser posta em causa.

R – E como se vai combater isso?

LG – A futura direção da FPF e do CA têm de decidir que se for necessário fazer cortes na pirâmide eles têm de ser feitos no topo, devendo-se investir fortemente na base. A divergência em relação à outra lista é que nós olhamos globalmente para a arbitragem e fundamentalmente para a base da pirâmide.

R – Mas não acha que quanto melhor for a imagem que um árbitro do topo da pirâmide proporcionar, mais jovens lhe podem reconhecer méritos e procurar segui-lo?

LG – Estamos totalmente de acordo, mas o facto de sermos a 5.ª ou 6.ª potência a nível mundial, não tem trazido mais jovens para a arbitragem. Trata-se de uma falsa questão. É claro que é muito bom termos uma arbitragem de excelência, mas isso não se tem refletido na base que está completamente estagnada. Até agora, não houve retorno porque o discurso sobre a arbitragem portuguesa só tem sido dedicado ao topo.

R – Tem dito recorrentemente que a melhoria da arbitragem se deve aos árbitros. Não reconhece mérito a Vítor Pereira?

LG – Reconheço ao Vítor Pereira como reconheço a todos os dirigentes que passaram pela Liga e alguns na FPF. O que eu digo é que ninguém faz nada sozinho. Mas a arbitragem tem história, não existe apenas há 5 anos. Teve um período menos bom, que o Vítor referiu, que eu tive de atravessar, mas também é bom que se diga que incidiu sobretudo na arbitragem do futebol não profissional.

Sim às novas tecnologias

R – Novas tecnologias: inimigo ou potencial aliado?

VP – Potencial aliado.

LG – Em relação às tecnologias, somos favoráveis a tudo o que possa melhorar o jogo sem o descaracterizar. Mas onde elas devem ser aplicadas é na formação de árbitros, embora estejamos abertos.

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Mensagempor admin em 09 dez 2011, 01:12

Carlos Marta: «Não iria ver um jogo para uma caixa de segurança»

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ENTREVISTA A CARLOS MARTA

Tinha o sonho, mas só avançou como candidato quando sentiu entusiasmo pelo seu projecto. Descomprometido, revela a sua personalidade e quer um futebol com fair play.

RECORD – Qual é o primeiro telefonema que vai fazer depois de conhecer os resultados eleitorais?

CARLOS MARTA – Para a minha mulher.

R – Sabe o que lhe vai dizer, ou vai funcionar o estado de espírito do momento?

CM – Sei que vou dizer-lhe o resultado eleitoral. Depois logo se vê.

R – E o segundo?

CM – Para as minhas filhas.

R – E para Fernando Gomes? Vai ligar?

CM – Claro que sim. Tenho respeito pessoal por Fernando Gomes, tenho-o dito nos vários fóruns em que tenho estado presente e, ganhando ou perdendo, terei seguramente um contacto com ele após conhecer o resultado das eleições.

R – Noutro âmbito, ia como adepto ver um jogo numa caixa de segurança?

CM – Não iria ver um jogo para uma caixa de segurança, porque considero que o futebol é um espectáculo e tem de ser perspectivado como uma grande imagem de fair play em que se sabe ganhar e perder e se respeita as opções clubísticas de cada adepto.

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Mensagempor admin em 09 dez 2011, 04:14

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«Pela primeira vez futebol é discutido por quem o conhece por dentro» - Toni

Por Hugo do Carmo

Aos 65 anos, faz «uma interrupção» na carreira de treinador para abraçar o projecto da lista de Carlos Marta. Candidato a vice-presidente para as selecções, diz que muito há a fazer, pois o trabalho de base foi descurado. Entre ideias e projectos, regozija-se com a primeira vitória: o futebol para as pessoas do futebol.

-Como surgiu o convite para ser o vice-presidente para as selecções da lista presidida pelo candidato Carlos Marta?
- Há uma relação próxima com Carlos Marta desde há muitos anos. A conversa foi curta e não hesitei. Há um virar de página no futebol português e as linhas programáticas apresentadas foram as razões que me levaram a aceitar.

- Há muito a mudar no futebol português?
- O futebol português tem tido performances muito boas, quer ao nível de selecções, desde 1996, excepção do Mundial de 1998, quer ao nível de clubes.

- Mas nem tudo está bem...
- Gilberto Madail vai ficar para a história dados os resultados extraordinários, mas há outros aspectos que descurou. Falta trabalho de base. É esse o ponto principal para quem liderar a FPF. Há que criar uma base maior de praticantes e de recrutamento para podermos ter dentro de cinco/dez anos gente que possa dar continuidade aos bons resultados.

- A Casa das Selecções continua a ser um projecto adiado. O que tem planeado neste sentido?
- Mais do que a Casa das Selecções, pretendemos a casa do futebol, como está destacado no programa de Marta. O Jamor parece ser o local que reúne as melhores condições para albergar não só o futebol, mas todos os outros agentes do futebol.

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Mensagempor admin em 09 dez 2011, 04:15

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«Ricardo Carvalho e Bosingwa são jogadores de selecção» - Humberto Coelho

Por João Esteves

Jogador de eleição, capitão da Selecção Nacional e antigo seleccionador nacional, Humberto Coelho aposta, agora, aos 61 anos, numa nova etapa para a sua carreira. Apesar do fascínio pelo treino e dos permanente desafios. Ao lado de Fernando Gomes, mostra-se determinado a mudar a face do futebol português.

-Quais as motivações desta candidatura a uma vice-presidência da FPF na lista de Fernando Gomes?
- O projecto em si. O momento é um virar da página. O dr. Gilberto Madaíl fez um trabalho extraordinário e deu prestígio à selecção. Passámos de uma situação em que Portugal conseguia qualificar-se pontualmente para a fase final de uma grande competição para um estado em que, desde 1996, apenas não conseguimos estar no Mundial 1998. Foi um passo extremamente importante, pelo prestígio em termos desportivos e financeiramente. A ruptura deve centrar-se, sobretudo, na formação e no desenvolvimento. Temos lacunas, inerentes a um pequeno país, mas temos uma coisa extraordinária que é a paixão pelo futebol.

- O que se pode fazer para a valorização do jogador português?
- É indispensável melhor articulação com as associações e os clubes para que seja possível detectar mais talento, para que os jovens tenham mais oportunidades. Numa fase inicial, devemos privilegiar o jogar à bola. O prazer de jogar, com regras mas sem barreiras tácticas. Promover a prática e o gosto pelo futebol. Há miúdos que, num quadro de muitas exigências, tácticas e técnicas, acabam por chatear-se e desistem. Há que motivar e incentivar a parte de recreação com bola. Foi esse espaço que eu tive quando era miúdo.

- Mas o futebol de rua acabou...
- Uma das coisas que vamos fazer é um atlas dos espaços para jogar à bola. Há espaços que não são aproveitados. Há campos onde ninguém joga. Essa é a base da pirâmide. Só depois vamos para a parte específica, a partir dos 15/16 anos. É fundamental, então, criar jogadores dominantes. Um jogador de selecção tem de ser o melhor de todos. Temos de criar núcleos duros nas selecções jovens para, depois, seguirmos a sua evolução e prepará-los para a selecção AA. É imprescindível também criar uma base de dados. Hoje, se for à FPF e pedir o meu registo, dizem-me que joguei 64 vezes, fui 40 vezes capitão e mais nada. Temos de registar tudo desde a primeira chamada à selecção. O que fez no treino, qual a metodologia, tempo de jogo... tudo.

- Na Selecção Nacional, cumpriu todo o percurso em campo: jogador de eleição, capitão e seleccionador. O dirigismo era a etapa que lhe faltava?
- É uma etapa nova e diferente. O projecto também é aliciante e depois há esta coisa que é a paixão pelo futebol que nasceu e há-de morrer comigo. Na vida, estamos sempre a aprender e, no fundo, a ensinar, passando para os outros as nossas experiências e conhecimentos. A aprendizagem e o ensino só nos valorizam. Tenho experiência de selecções, sensibilidade e determinação para fazer.

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FPF: Lourenço Pinto admite impugnação das eleições

Mensagempor admin em 10 dez 2011, 02:50

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AGENDADAS PARA SÁBADO

Lourenço Pinto, presidente da AF Porto, admite impugnar a assembleia-geral eleitoral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), agendada para a manhã de sábado.

Em declarações à "Bola Branca" da Rádio Renascença, Lourenço Pinto avança que o cenário de impugnação é admitido por um dos delegados mais mediáticos que integra o quadro dos 84 que no sábado votarão no ato eleitoral federativo.

"Há princípios e regras que há que cumprir rigorosamente. Não se deve mexer nas regras do jogo durante um processo eleitoral. Isto vai toldá-lo e resulta de uma irregularidade que poderá levar a uma impugnação, porque alguém pode fazê-lo", alertou.

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FPF: Sindicato nega apoio a Gomes

Mensagempor admin em 10 dez 2011, 02:52

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ENTIDADE NÃO MANIFESTA O SEU SENTIDO DE VOTO

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol negou, esta sexta-feira, ter decidido apoiar Fernando Gomes nas eleições para a presidência da direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Em comunicado, a entidade liderada por Joaquim Evangelista (na foto) explicou que "o seu presidente e os delegados representantes dos jogadores profissionais de futebol entenderam há algum tempo, na defesa do futebol em geral e dos jogadores em particular, não manifestar o sentido de voto."

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Fernando Gomes é o novo presidente da FPF

Mensagempor admin em 10 dez 2011, 23:16

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Por Redacção

Fernando Gomes foi este sábado eleito presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), vencendo o acto eleitoral que o opôs a Carlos Marta com 46 votos contra 36 do candidato derrotado.

Vítor Pereira, actual presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, vai presidir ao Conselho de Arbitragem da FPF, tendo derrotado por apenas um voto a lista liderada por Luís Guilherme (42 contra 41), presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF).

De resto, Fernando Gomes viu todos os órgãos por si convidados vencer as respectivas eleições.

Fernando Gomes será empossado no próximo sábado. Até lá, o sucessor de Gilberto Madaíl - no cargo desde 1996 - na Federação Portuguesa de Futebol terá de renunciar à presidência da Liga.

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Fernando Gomes quer «abrir novo ciclo no futebol português»

Mensagempor admin em 10 dez 2011, 23:18

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Por Redacção

Fernando Gomes, eleito este sábado presidente da Federação Portuguesa de Futebol, alertou para «as grandes dificuldades» que estão reservadas ao futebol português no futuro.

«Este é um momento importante para o futebol português», considerou Fernando Gomes, salientando que a lista que lidera vai procurar «integrar todas as ideias, valências, pessoas e sócios para concretizar o objectivo fundamental de promover e abrir um novo ciclo no futebol português».

Fernando Gomes pretende «continuar a fazer crescer o que de muito bom foi feito nos últimos 15 anos», mas apontou para a necessidade de «criar a ruptura» com o que, no seu entendimento, «não correu tão bem» durante a presidência de Gilberto Madail.

«Somos claramente uma lista vencedora e de unidade», congratulou-se, registando «com imenso prazer» que todos os órgãos por si convidados também venceram as respectivas eleições.

Fernando Gomes, porém, deixou desde já o alerta.

«Adivinham-se tempos de mudança e de grandes dificuldades», avisou, justificando: «O paradigma do financiamento das Federações desportivas vai-se alterar de forma radical, a diminuição do valor dos contratos, a dificuldade de angariação de patrocínios, exigirá um esforço redobrado para estabilizar a estabilidade financeira da Federação Portuguesa de Futebol, mas também projectar um plano de desenvolvimento concreto na defesa do jogador português e na evolução da pirâmide de sustentação do futebol português para, a partir da quantidade, termos a melhor qualidade possível».

Fernando Gomes fez questão de «enaltecer a forma elevada com que as matérias do futebol foram tratadas» ao longo do processo eleitoral, «sem grandes picardias exceptuando as que são normais neste tipo de processos, e sempre de uma forma elevada e de grande educação».

O candidato vencedor deixou, ainda, uma «palavra de desportivismo ao Dr. Carlos Marta pela decisão de se candidatar e pela forma como soube lutar». «Desta vez eu ganhei, mas quem eu penso que ganhou com esta nossa candidatura e este processo foi o futebol português», concluiu.

Fernando Gomes aludiu ainda à participação da Selecção Nacional no Campeonato da Europa em 2012, vincando a intenção de «continuar o bom trabalho que ao longo destes 15 anos foi feito» e definindo como meta «desenvolver esforços no sentido de criar as melhores condições para que a participação da nossa Selecção continue a ser um êxito».

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Mensagempor admin em 10 dez 2011, 23:19

Carlos Marta pede «total apoio» para direcção de Fernando Gomes

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Por Redacção

Carlos Marta aceitou a vitória de Fernando Gomes sem qualquer contestação e frisou que a direcção eleita para a presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deve merecer «total apoio».

«Felicito Fernando Gomes e a sua equipa. Todos os que estamos deste lado estamos disponíveis para trabalhar pelo futebol nacional. Esta direcção deve merecer total apoio», sublinhou Carlos Marta, elogiando o «voto secreto, livre e democrático» que definiu o novo presidente do organismo que tutela o futebol português.

O candidato aceitou os resultados sem qualquer contestação, inclusive o que elegeu a lista de Vítor Pereira para o Conselho de Arbitragem por apenas um voto (42 contra os 41 do elenco liderado por Luís Guilherme).

«Com muito gosto apoiámos a lista de Luís Guilherme. Respeitamos a decisão livre e democrática», frisou.

Carlos Marta referiu, ainda, que «cabe agora aos clubes profissionais escolherem um novo presidente» para a Liga, ocupando a vaga deixada em aberto por Fernando Gomes, que terá de renunciar ao cargo até ao próximo sábado, dia em que será empossado presidente da FPF.

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