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Luís Figo alegrou Natal de 50 crianças

Mensagempor admin em 15 dez 2011, 02:47

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Por Filipe Fortes

O actual director de relações internacionais do Inter, Luís Figo, esteve ontem no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), em Loures, onde a Fundação com o seu nome contribuiu para alegrar o Natal de cerca de 50 crianças carenciadas, oferendo-lhes presentes.

Luís Figo distribuiu, além dos presentes, simpatia e autógrafos pelos mais pequenos, tão fascinados pela presença do antigo internacional português que representou Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão (de quem agora é representante oficial).

As crianças presentes tiveram ainda oportunidade de realizar várias actividades no local, desde jogos a pinturas faciais, em que Figo esteve sempre envolvido.

Esta iniciativa faz parte do habitual projecto que a Fundação Luís Figo coloca no terreno todos os Natais, tendo seguimento já amanhã, na Madeira, onde terá lugar Circo de Natal, no Funchal.

Veja as fotos da iniciativa.

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Gilberto Madaíl aniversariante

Mensagempor admin em 15 dez 2011, 03:29

No dia do seu 67º aniversário, o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, foi surpreendido no Auditório Manuel Quaresma com a presença dos funcionários da FPF que lhe cantaram os parabéns e lhe ofereceram uma salva de prata com o nome de todos os funcionários.

In Site Oficial da Federação Portuguesa de Futebol
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Vítor Peralta homenageado

Mensagempor admin em 15 dez 2011, 03:30

O Director da Federação Portuguesa de Futebol, Vítor Peralta, foi homenageado pela Selecção Nacional de Futsal, como sinal de reconhecimento pelos últimos 11 anos que dedicou à modalidade e, em especial, à Equipa das Quinas.

Reunida em Coimbra, onde se encontra a preparar a primeira etapa de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2012, a comitiva lusa não quis deixar de expressar a sua gratidão pelo trabalho do Director da FPF.

O Seleccionador Nacional, Jorge Braz, bem como os capitães, Gonçalo Alves e João Benedito, manifestaram, em nome do grupo de trabalho, o agradecimento por todo o empenho demonstrado por Vítor Peralta ao longo desta última década, deixando votos de felicidades para a nova etapa da vida do dirigente.

Os atletas entregaram uma camisola autografada a Vítor Peralta, que chegou à Direcção da FPF no ano 2000, tendo estado presente com a Selecção Nacional nos Europeus de 2003, 2005, 2007 e 2010, além dos Mundiais de 2004, falhando o de 2008, por motivos de doença.

O visado agradeceu, comovido, a homenagem e revelou tudo ter feito em prol do crescimento e desenvolvimento do Futsal e das nossas Selecções.

Recorde-se que a Selecção Nacional de Futsal faz parte do Grupo 4 de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2012. Para chegar ao “Play-off”, os comandados de Jorge Braz terão de garantir um dos dois primeiros lugares do grupo, do qual fazem também parte a Lituânia (com quem jogam a 15 de Dezembro, pelas 20h15), a França (dia 16, às 20h15) e a Eslováquia (partida a 18 de Dezembro, a partir das 17h00).

In Site Oficial da Federação Portuguesa de Futebol
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Mensagempor admin em 16 dez 2011, 00:10

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«Quem critica Cristiano Ronaldo não entende nada de futebol» - Figo


Por Orlando Vieira

Luís Figo saiu em defesa de Cristiano Ronaldo, bastante criticado após a derrota (1-3) do Real Madrid diante o Barcelona, no passado fim-de-semana.

«Acho que um profissional de futebol tem momentos bons e outros menos bons. Quem critica o Cristiano não entende nada de futebol. Um jogador não pode agradar a todos. Ele tem é que estar consciente do que está a fazer», disse o ex-capitão da Selecção Nacional à margem de uma iniciativa da Fundação Luís Figo na Madeira.

«Cristiano Ronaldo é um símbolo da ilha e representa da melhor forma a cultura da Madeira», prosseguiu Figo, descartando comentar o desempenho de Ronaldo como capitão da Selecção Nacional: «Não vou opinar sobre o seu desempenhado. Cada um tem a sua forma de estar.»

Sobre o sorteio do Euro-2012, que colocou Holanda, Alemanha e Dinamarca no caminho de Portugal, Figo mostrou-se confiante num bom desempenho da equipa orientada por Paulo Bento: «É difícil escolher um adversário. Portugal sempre se deu melhor com adversários difíceis, por isso, acredito que podemos fazer um grande Europeu.»

Luís Figo falou ainda das recentes eleições na Federação Portuguesa de Futebol: «As pessoas escolheram esta direcção [liderada por Fernando Gomes]. Espero que esta Lista cumpra o seu programa eleitoral.»

Figo assistiu a um circo onde esteve também representado o Nacional, tendo recebido uma camisola autografada de Bruno Patacas (director desportivo), Pedro Caixinha (treinador) e Rui Sardinha (dirigente).

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Oito treinadores portugueses na elite da Europa

Mensagempor admin em 16 dez 2011, 00:11

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Por Jorge Pessoa e Silva

O que têm em comum José Mourinho (Real Madrid), André Villas-Boas (Chelsea), Jorge Jesus (Benfica), Vítor Pereira (FC Porto), Domingos Paciência (Sporting), Leonardo Jardim (SC Braga), Carlos Carvalhal (Besiktas) e José Couceiro (Lokomotiv de Moscovo)? Duas coisas, pelo menos: são treinadores portugueses e estão todos apurados para a próxima fase da Liga dos Campeões ou Liga Europa.

Portugal leva mesmo vantagem no número de treinadores apurados. A Holanda é o país que mais se aproxima, com sete treinadores ainda em prova.

Falando só da Liga dos Campeões, prova mais importante, nenhum país tem mais treinadores do que Portugal (Mourinho, Vilas Boas e Jorge Jesus), apenas Aleamanha e França igualam. E se o FC Porto tivesse conseguido o apuramento...

ANTF congratula-se
«Para os treinadores portugueses, este dado representa a sua afirmação num espaço de grande visibilidade, exemplos de competência», comentou, satisfeito, Silveira Ramos, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

Silveira Ramos lembra também que «existem muitos outros treinadores portugueses a fazer bom trabalho noutras partes do Mundo e que merecem igual tributo, apenas não gozam da mesma visibilidade». Ainda assim, «estes oito treinadores que estão envolvidos em competições da UEFA demonstram que o técnico português têm qualidade para vingar ao mais alto nível».

Para Silveira Ramos, duas são as razões para o treinador português se afirmar internacionalmente.

«Em primeiro lugar a sua formação científica. Portugal foi o primeiro país a impor a si próprio os quatro níveis de formação», começou por explicar Silveira Ramos.

«Em segundo lugar, tem a ver com a nossa capacidade de adaptação tão portuguesa. Gostamos da diversidade, aprendemos a gostar de outras culturas e adaptamo-nos com muita facilidade», concluiu.

Total

Portugal - 8 treinadores
Holanda - 7
Itália - 6
Alemanha - 5
França - 3
Espanha - 3
Rússia - 3
Roménia - 2
Bélgica - 2
Polónia - 2
Argentina - 1
Ucrânia - 1
País de Gales - 1
Turquia - 1
Escócia - 1
Rep. Checa - 1
Sérvia - 1

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Entrevista a Luís Figo

Mensagempor admin em 18 dez 2011, 21:19

“Quero vender tudo o que tenho em Portugal”

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Figo diz que quer vender os seus negócios em Portugal e afirma ter ficado desiludido com Sócrates. Numa entrevista ao PÚBLICO, conta ainda as histórias das saídas polémicas do Sporting e do Barcelona.

Consta que foi sempre um bom gestor das suas finanças... Conta-se que um dia, ainda iniciado ou juvenil, disse a um dirigente da Federação: “Se não houver dinheiro não há palhaço...”
Não sei se afirmei isso ou não, mas é bem possível que sim. Mas quando não nos pagam é comum ouvir essa frase, não é? Sempre fui uma pessoa que disse tudo o que pensava, independentemente de os outros poderem ou não gostar. Assumo a minha forma de ser e tudo o que digo. E o que dizem ou deixam de dizer sobre mim não me interessa. Até porque não me conhecem. Muita gente relaciona-me sempre com dinheiro. Isso resulta também do facto de eu, muitas vezes, ter surgido a defender os interesses dos outros, queimando-me a mim. Mas não me importa. Tenho a consciência que tudo o que tenho foi ganho com o meu suor e o meu trabalho. Foi uma troca de serviços. Nunca apontei uma arma à cabeça de ninguém a obrigá-lo a assinar um contrato comigo, fosse ele de publicidade ou como jogador. É o mercado. Estás interessado, aceitas; não estás interessado, não aceitas. Se eu, por exemplo, não tivesse tido rendimento no primeiro ano no Barcelona, certamente que me tinham dado um pontapé, como fizeram a outros ao longo da minha carreira e nos clubes por onde passei.

Por que escolheu viver em Madrid?
Primeiro porque a minha família, desde que conheço a minha mulher, viveu sempre em Espanha, primeiro em Barcelona e depois em Madrid. Depois tivemos de emigrar para Itália, mas as minhas filhas nasceram em Espanha. Outra das razões foi porque, quando saí do Real e fui para Milão, estava a construir a minha casa em Madrid. Quando terminei o contrato com o Inter quis, naturalmente, usufruir da casa, o que não tinha acontecido até aí.

Hoje é também visto como um empresário. Diz-se que tem investimentos na área do imobiliário, hotelaria, combustíveis, etc. O que nos pode dizer sobre isto? Nada... Tenho vários negócios, muitos deles em Portugal, apesar de eu querer vender tudo o que tenho no meu país. Pago muitos impostos, ao contrário do que muita gente pensa.

Mas quer vender tudo em Portugal por pagar muitos impostos?
Não, quero vender porque estou um bocado farto disto. Mas o que eu estava dizer é que dou trabalho a muita gente e pago muito de IVA. Estou a dizer isto apenas para responder aos que dizem que eu não contribuo para o país.

Mas quantas empresas tem em Portugal?
Tenho várias, na área da hotelaria, por exemplo.


"Enganei-me sobre Sócrates"

Apoiou politicamente José Sócrates há dois anos para obter vantagens financeiras, designadamente do BPN, como se escreveu na altura?
Para os que dizem isso, devo informá-los do seguinte: depois disso, fiz um contrato publicitário com a Just for Men, fiz outro com a UniCredit e ainda outro com uma marca de relógios. Será que também tenho de agradecer a José Sócrates por ter recebido dinheiro destes contratos publicitários?

Ainda tem esperança de vir a receber os 850 mil euros que BPN lhe deve à conta de um contrato de direitos de imagem?
Tenho. E tenho porque acredito na justiça. Muita gente fala isto e aquilo, mas a minha ligação ao BPN foi apenas em torno da minha imagem publicitária. Fiz o trabalho que estava estipulado no contrato, mas não me pagaram. Foi um contrato assinado de livre vontade e, por isso, confio que se vai fazer justiça.

Recentemente deu uma entrevista em que afirmou que, se os políticos não derem o exemplo, Portugal não tem remédio... Ficou assim tão desiludido com Sócrates? O que acha de Passos Coelho?
A política não me interessa. Deixou de me interessar. Apoiei um candidato porque, na altura, achei que era a pessoa adequada. Não que eu seja do partido a, b, c, ou d, mas pensei que ele poderia ajudar Portugal a crescer e a melhorar as coisas. Errei. Enganei-me, como se enganaram milhões de portugueses que votaram nele. Mas eu, por ser figura pública, tive consequências disso. Hoje ninguém acredita nos políticos, há uma descredibilização total, aqui, em Espanha ou em Itália, é igual. Não me venham dizer que há uma crise financeira, uma crise mundial. Há é políticos que gastam mais do que há para gastar. E isso é o bê-à-bá da economia. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isto - eu não sou muito e não gasto mais do que aquilo que tenho.

Também não era fácil...
É fácil é...

A Fundação Luís Figo também tem sido afectada pela crise?
Claro que tem. Perdemos os mecenas que tínhamos porque as respectivas empresas cortaram nos apoios que davam. Agora, a fundação vive à custa de doações minhas e do jogo que normalmente realizamos e que nos serve para cativar receitas. A fundação foi constituída há oito anos e continua sem lhe ver reconhecido o estatuto de utilidade pública, o que facilitaria não só em termos de custos fiscais, mas também na obtenção de mecenas. Não se trata de obter benefícios fiscais para mim, que fique bem claro. Isto não serve para lavar dinheiro. É uma instituição sem fins lucrativos e auditada. Não se pode brincar com o trabalho social.


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Mensagempor admin em 18 dez 2011, 21:20

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«Quando era pequenino as minhas referências eram jogadores do Benfica» - Figo

Por Redacção

Luís Figo confessou, em entrevista ao jornal Público, que as suas referências de infância no futebol eram os jogadores do Benfica. «O meu pai ia ver o Benfica assiduamente e, por vezes, levava-me. Mas a partir do momento que decidi procurar a minha sorte no Sporting as coisas mudaram em termos de afecto», explicou.

O antigo internacional português, que há precisamente 10 anos recebeu o prémio World Player of the Year da FIFA, explicou ainda na entrevista a saída do Sporting, rumo ao Barcelona.

«Durante cerca de dois anos andaram a prometer-me mundos e fundos. Durante esse período contrataram jogadores, designadamente ao Benfica, com condições se calhar dez vezes melhores do que as minhas. E eu cansei-me de esperar. Quando faltavam seis meses para o contrato acabar decidi seguir a minha vida, já que não podia confiar nas pessoas que durante aquele tempo todo me tinham andado a enganar», revelou.

Também a polémica troca Barcelona-Real Madrid foi passada em revista na entrevista e Figo explicou que deu conta aos responsáveis do clube catalão da proposta do então candidato à presidência do clube merengue, Florentino Pérez. Certo é que o antigo jogador não se arrepende da troca.

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Figo: «Foi um privilégio ter subido tão alto»

Mensagempor admin em 18 dez 2011, 21:22

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ENTREVISTA RECORD

Há precisamente 10 anos (“o tempo passou muito depressa”), a FIFA entregava-lhe a coroa de rei do futebol. Um ano depois de vencer Zinedine Zidane para a Bola de Ouro, um dos melhores jogadores portugueses de sempre atingia o máximo reconhecimento mundial superando David Beckham e Raúl.

RECORD – Que memórias guarda da conquista do FIFA World Player of the Year, há precisamente dez anos?

LUÍS FIGO – É um momento único, absolutamente fantástico. Visto a esta distância, saboreio ainda melhor. Foi um privilégio ter subido tão alto e chegado tão longe a nível mundial. O facto de terem decorrido dez anos, enfim, representa que o tempo passou muito depressa mas também significa que estamos mais maduros e com armas mais fortes para encarar o futuro. De qualquer modo, trata-se de uma recordação inesquecível, de um feito tão marcante que permanece intocável na minha memória, apesar de já ter passado uma década

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Mensagempor admin em 18 dez 2011, 23:11

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Abel Xavier: «Temos os melhores do Mundo mas não ganhamos um título»

ENTREVISTA RECORD/ANTENA 1

RECORD – Trabalhou com Carlos Queiroz em 1991. Acha que ele mudou muito de então para cá?

ABEL XAVIER – Carlos Queiroz chegou à Selecção com 10 anos de atraso e nunca ninguém disse isso. Fazia sentido que na altura em que saiu o Humberto Coelho e nos perguntaram, e nós jogadores, quem deveria ser o seleccionador nacional, se cumprisse o que disseram 99 por cento, e que era o regresso de Queiroz. Pela forma como ele conduziu aquela geração, fazia sentido que fosse ele a fechar o ciclo. Os erros que foram cometidos depois, e as situações que teve de aceitar, e que vieram a ser um tiro no seu próprio pé, deixou-me surpreendido, a mim e a outros. Foram cometidos exactamente os mesmos erros. Temos de ter a capacidade de aprender com os nossos erros e não repeti-los. Devemos crescer com eles. Só que perdemos tempo e títulos. Portugal continua a formar grandes jogadores, temos alguns dos melhores jogadores do mundo, mas não ganhamos um título. Esta questão é comum a várias gerações. É preciso fazer um debate profundo e trabalhar com as forças das pessoas disponíveis, que possam trazer algo à Selecção Nacional. E não com as suas fraquezas. Não percebo como é que alguém competente pode ser uma sombra. Como é que uma mais-valia pode intimidar? Há jogadores da minha geração que estão em estruturas e são submissos. E eu pergunto: pelo estatuto que tiveram, a empatia que criaram entre os adeptos, não seria mais aceitável esperar por um momento mais oportuno, apresentando então algo consistente?

R – Continua a haver essa falta de autonomia?

AX – Espero que este estrutura da federação seja um passo de transição. Foram feitas algumas reformas importantes. É positivo a federação ganhar maior poder. Dividir para conquistar não serve. E é esse o conceito que tem funcionado. A federação, como entidade superior na hierarquia, deve ter o controlo total nas mais diversas áreas. Reestruturação da Liga para permitir as equipas B é fundamental, por exemplo. São passos a dar pelo novo presidente, que ainda não tive ainda a oportunidade de conhecer. Acho que, quando alguém nos ouve e acredita naquilo que dizemos, passa-se facilmente da teoria à prática. E poucas pessoas sabem fazer as coisas na prática. É fundamental que esta transição se possa fazer da forma como está a ser pensada.

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Mensagempor admin em 18 dez 2011, 23:14

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Abel Xavier: «Selecção não teria conflitos se pudesse jogar com 14 ou 15»

ENTREVISTA RECORD/ANTENA 1

O seu nome fica ligado à geração de ouro mas também à eliminação do Euro’2000; numa altura em que antigos colegas ocupam cargos no futebol, aguarda por um projeto que lhe permita tomar decisões, ao mesmo tempo que elege o ego dos atuais internacionais como um grande problema.

RECORD – O que tem andado a fazer desde que deixou de jogar futebol?

ABEL XAVIER – Sigo o futebol, porque fez parte da minha vida e fará no futuro. Depois da minha decisão de sair do Galaxy, podia ter continuado a jogar. Mas decidi visitar outros continentes, perceber a realidade de outros países. E é o que tenho feito. Continuo a ser um nómada. Temos de ter a capacidade de enfrentar desafios. Foi esse o espírito que sempre tive. Saí de Portugal com 20 anos e penso que esta experiência irá fazer com que encontre o meu próprio espaço e ter controlo de mim próprio e da minha vida, o que não acontece no futebol. Mas não cortei com o futebol. Dei apenas um tempo de reflexão. Acho importante que, quando se acaba a carreira, haja um período assim, para não se descaracterizar até o estatuto que se conquistou ao longo da carreira. E isso acontece com muitos jogadores, que querem logo continuar no futebol. Saber acabar e projetar a vida futura é um passo que deve ser ponderado.

R – Admite, por exemplo, ser treinador?

AX – Revejo-me em vários cargos no futebol. Adquiri muitos conhecimentos ao longo deste tempo, da parte técnica, de gestão, de filosofia, metodologia de treino, construir uma equipa; há dados que muito preciosos. Quando queremos levar isto para o futebol, temos de encontrar uma estrutura que perceba essas ideias. E, hoje em dia, há poucas pessoas que percebam aquilo que não vem nos livros. Tentam copiar. Se não encontrarmos pessoas válidas e não soubermos trabalhar com a sua competência, então não é possível construir o futuro de um clube, e ter sucesso. Tenho sido abordado para regressar ao mundo do futebol numa ou outra área, mas não me revejo nas estruturas ou nas pessoas. Para abdicar de uma personalidade que construi ao longo da carreira, passando para uma outra área e perder autonomia, prefiro esperar pelo momento certo.

R – Já apareceu algum projeto com o qual se identificasse?

AX – Já houve um clube português que me abordou, com a ideia de um projeto que considerei válido. Reuni-me com as pessoas, defini um modelo que considerei essencial, tendo em conta o mercado português e as nossas mais-valias, que são os jogadores. Mantiveram a ideia de contar comigo, mas tenho-me mantido um pouco reservado na evolução destes contactos. Qualquer projeto que me pudesse interessar teria de me garantir autonomia para fazer o que acho que é justo no crescimento de um clube. Cito o exemplo do Valencia, que ultrapassou apenas a ideia do dinheiro. Durante muitos anos não foi um clube de grande expressão. Em 6 anos, o Valencia, com uma equipa de 32 anos de média de idade, foi 3 vezes à Liga dos Campeões, e nunca se percebeu o trabalho que foi realizado. Não foi dinheiro, foi a estrutura e o trabalho feito.

R – Os jogadores da sua geração começam a aparecer em cargos no futebol. O Rui Costa tem um cargo na SAD do Benfica, o Fernando Couto em Braga, agora com o processo eleitoral da FPF, o João Pinto regressa, tal como o Pauleta, e até o seu antigo selecionador, o Humberto Coelho. Acha que isto é positivo para o futebol português?

AX – Há que dar os parabéns ao novo presidente da FPF pelo reconhecimento do estatuto destes jogadores, levando-os para a estrutura da Seleção Nacional. A minha questão é o que se perdeu nestes anos todos. Sempre defendi que jogadores que são referências, ou transmitiram uma imagem a nível internacional, deviam estar em cargos de responsabilidade, mas com autonomia para fazerem o que sabem na prática, e não apenas em teoria. Recuando um pouco, a nossa geração, intitulada de geração de ouro, de 89 e 91, teve apenas um feito no seu percurso, que foi a meia-final do Euro’2000. Foram 9 anos de intervalo, sem ganhar nada. Nos mesmos 9 anos, a nossa grande rival na formação, a França, foi duas vezes campeã da Europa e uma vez campeã do Mundo. Os jogadores que na altura abdicaram da Seleção e que eram válidos, deviam ter ficado. Saíram porque havia alguma desmotivação. E hoje continua não estar tudo bem no seio da Seleção Nacional, no que respeita aos valores. Os jogadores desta geração que ganharam algum estatuto, e que estão a entrar agora no futebol em outros cargos, deviam ter feito algo em conjunto. Com as saídas de alguns, não fomos unidos como deveríamos, porque conversávamos muito em grupo sobre muitos assuntos. Congratulo-me com o facto de estarem a regressar, mas acho que se perdeu muito tempo. Espero que a Seleção possa ser reestruturada, para que regressem os resultados desportivos.

R – Este é o caminho certo, na sua opinião. A ideia é evitar o recurso constante à máquina calculadora?

AX – Acho que sempre tivemos matéria-prima, em qualquer geração: os jogadores. Na nossa geração, a de ouro, há aqui aspetos diferentes da atualidade. Baseávamos a nossa ambição nas qualificações, porque não tivemos mundiais nem europeus. Só tivemos um Europeu. Costumo dizer que, quando estávamos ao serviço da Seleção, tínhamos trabalho feito das camadas jovens durante 6 ou 7 anos. Como Seleção sénior, tínhamos muitas insuficiências, estruturais, de falta de condições. Quando vínhamos à Seleção, nos 3 dias de estágio, não se trabalhava. Tinhamos de recorrer à máquina de calcular e, normalmente, ficávamos fora das fases finais. A Seleção era praticamente lazer. Os jogadores vinham trabalhados dos clubes e a nossa expressão na Seleção, não era a de um futebol dominante. E hoje continua a ser assim. Não temos um futebol dominante. Estamos dependentes daquilo que o adversário faz.

R – Não somos nós que impomos o nosso futebol, mas esse é imposto pelo adversário. É isso?

AX – Estamos sempre à espera do que o adversário pode fazer. Não temos uma raiz, uma identidade de jogo, até pela fantasia e criatividade que nos é própria. E pela dinâmica, porque não temos uma estrutura fixa. Quer dizer, até temos, mas na prática acaba por não ser, porque dependemos sempre do adversário. Fomos uma geração que, como jogadores, tivemos sempre de tapar buracos. No dia do jogo resolvíamos os problemas se as coisas corressem bem. Não fomos tão fortes como devíamos ser.

R – Acha que isso pode agora levar uma grande volta?

AX – Espero que sim. Quando falamos em estruturas sólidas, temos de pensar nas referências que existem. Para que os jogadores se revejam no que encontram, em termos de disciplina, de obediência, de comunicação correta. Não sei qual vai ser a hierarquia destas referências na Seleção Nacional. Mas se conseguirem bloquear as influências do exterior e os erros cometidos, podem estar no caminho certo. Vou dar 2 ou 3 exemplos de erros. A Seleção deve trabalhar nas grandes campanhas, e não nas qualificações, porque para essas trabalha-se nos clubes, por falta de tempo. Nas grandes campanhas, o mês anterior é de grande trabalho, de grande concentração. E todos sabemos que é um mês complicado, porque os jogadores já vêm saturados dos clubes. E hoje eles são egocentristas. O futebol evoluiu mas acho que, hoje em dia, o mais difícil é gerir egos. Não havendo referências que entendam esta realidade, torna-se muito mais difícil que haja autoridade na gestão interna de um balneário. A Seleção não teria conflitos se pudesse, em determinados jogos, jogar com 14 ou 15 jogadores. O grande problema é que, quando há que tomar decisões para benefício da equipa, e manter a consistência nas decisões, prevalecem os egos. Foi sempre assim.

R – E continua a ser assim atualmente?

AX – Continua a ser. Os casos que existiram no passado e os que existem hoje, além da desmotivação de alguns jogadores, dizem unicamente respeito aos egos. Liderar é saber gerir, submetendo os jogadores a disciplina e aos valores de representar a Seleção Nacional. Além disso, é uma comunicação entre homens. Porque antes de serem jogadores, são homens. E quem não percebe esta equação simples, de que quem ganha um homem, ganha mais do que um jogador, mais tarde ou mais cedo só tem caso polémicos no balneário. Há poucos treinadores hoje em dia, uns 20 por cento, que conseguem tratar do homem, antes do jogador. E se há casos de desrespeito, de tomadas de decisão emotivas, reacionárias e não racionais, tem a ver com isso. Quando há problemas, devem ser enfrentados com comunicação, porque existe sempre a figura do homem antes da figura do jogador.

R – Na altura em que dois jogadores importantes abandonaram a Seleção, caso do Bosingwa e do Ricardo Carvalho, houve quem dissesse que existiu falta de autoridade na gestão dos problemas. Acha que este conflito foi bem gerido?

AX – Acho que temos de recuar um bocado, porque conflitos desta natureza sempre existiram na Seleção Nacional. Eu que vivi por dentro muitos anos de Seleção, posso dizê-lo. Sempre existiram problemas destes. Em relação ao Ricardo Carvalho, porque a situação do Bosingwa é diferente, já que nem estava convocado, penso que o grupo atual, em termos de liderança, é um pouco diferente do que eu tinha.

R – É mais fraco?

AX – É mais vulnerável, porque o grupo é mais sensível a egos. Na minha altura, o grupo era mais solidário, porque a determinada altura todos tínhamos as mesmas aspirações. Estávamos em bons clubes mas ambicionávamos a muito mais. Hoje em dia os jogadores já estão nos melhores clubes e com grandes contratos. Melhor do que têm é difícil. É uma geração diferente.

R – Isso é uma crítica clara ao Cristiano Ronaldo, que é o líder da Seleção Nacional...

AX – O que quero dizer é que, numa equipa, não deve haver apenas um líder, mas vários líderes. Nestas situações de conflitos internos, havendo vários líderes, o que se passou com o Ricardo Carvalho não tinha acontecido. Eu penso que, quando ele tomou aquela decisão, se tivesse um colega que o aconselhasse a ter calma, com toda a razão que tivesse ou por maior falta de comunicação que houvesse, teria voltado atrás. Porque é uma atitude vista como negativa. Temos de entrar na pele do homem e perceber o que ele pensou. Quando me perguntou sobre o Cristiano Ronaldo, é indiscutivelmente um dos melhores jogadores do Mundo e o capitão de equipa. Há que dizer uma coisa, recuando um pouco, ao tempo em que Scolari atribuiu a braçadeira ao Cristiano Ronaldo. Nós todos o consideramos hoje um jogador de topo, e com maturidade superior à que tinha nessa altura, mas todos entendemos que, na altura, houve uma hierarquia que foi quebrada. Por aí se pode explicar o facto do Simão ter saído da Seleção, ou a sua desmotivação. O Ricardo Carvalho pode ter sentido o mesmo. Houve ali um reconhecimento do estatuto do Cristiano Ronaldo, que é válido, mas há que perceber se esses critérios foram bem aceites na altura. E eu acho que não foram.

R – Foi uma má decisão de Scolari, na sua opinião?

AX – Não digo que seja uma má decisão, porque os valores que ele apresenta agora são diferentes. Mas quando foi tomada a decisão, quando o critério foi mais o do mediatismo ou do estatuto, abdicando de um critério de continuidade, percebe-se que no balneário tenha havido algumas tomadas de decisão.

R – No meio disto tudo, o Paulo Bento tem algum mérito?

AX – Sem dúvida. Fui colega dele em 4 clubes. Mas quero dizer que muitas vezes a Seleção deixa de ser um clube, porque as condições dos clubes são diferentes. Por isso é que acho que algumas das reformas na Seleção são fundamentais. Há coisas que têm de deixar de existir. Como as diárias, por exemplo. Quando eu tinha 18 ou 19 anos, gostava de receber um envelope de diárias, porque nos dava jeito algum dinheiro. O critério permanece mas deixou de se justificar. Hoje em dia não é assim. Quem vem à Seleção reconhece que há objetivos comuns, de amor à camisola.

R – É contra o pagamento de prémios?

AX – Sou a favor do pagamento de prémios, mas apenas pelos resultados conseguidos. Quem ganha, merece ser recompensado. Não estou de acordo, e se calhar outras pessoas vão aperceber-se disso, entre muitas outras coisas, que se paguem prémios de presença na Selecção.

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