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Basquetebol: Jovem muçulmana impedida de jogar

Basquetebol: Jovem muçulmana impedida de jogar

Mensagempor Maria Coelho em 13 nov 2019, 10:28

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Basquetebol: Jovem muçulmana impedida de jogar por não querer mostrar os braços

Fatima Habib alinha nos sub-16 do Clube de Basquetebol de Tavira.

Fatima Habib, jogadora de 13 anos do Clube de Basquetebol de Tavira, foi impedida de jogar no último domingo por ter recusado despir uma camisola preta que tinha vestida debaixo do equipamento oficial.

Segundo o Jornal de Notícias, a equipa de arbitragem do jogo com o Imortal Basket Clube não aceitou o argumento de que a religião da jovem a impedia de mostrar os braços e, por isso, obrigou-a a abandonar o campo.

"Fiquei espantada, chorei, e rezei", disse ao JN a atleta visada.

De acordo com a publicação, Fatima ainda sugeriu a hipótese de arregaçar as mangas para poder continuar em campo, mas sem sucesso.

Os regulamentos da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) foram alterados há dois anos, de modo a acomodar as necessidades de alguns jogadores muçulmanos.

A cobertura de cabeça, lenço islâmico ou hijab, pode ser utilizada desde que não cubra "inteiramente ou parcialmente qualquer parte da cara (olhos, nariz, lábios, etc.)" e não represente qualquer perigo para os restantes jogadores em campo. Para as pernas e braços os requisitos são os mesmos: é permitido usar meias ou mangas de compressão, com a condição de terem que ser “pretas, brancas ou da cor dominante dos calções da equipa" (que ficam coladas ao corpo e não dão para puxar) e, caso haja vários jogadores a utilizar, a cor tem que ser igual em todos.

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Maria Coelho
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Re: Basquetebol: Jovem muçulmana impedida de jogar

Mensagempor admin em 13 nov 2019, 20:04

https://static.globalnoticias.pt/oj/image.aspx?brand=OJ&type=generate&guid=245d3329-0bb5-4288-a99d-f882e14b6baa&w=735&h=490&t=20191113191815

Federação de basquetebol explica "caso Fatima Habib" e aponta ao regulamento

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) recusou qualquer discriminação para com Fatima Habib, atleta da equipa de sub-16 do Clube de Basquetebol de Tavira, que foi excluída de um jogo por utilizar mangas compridas.

"A FPB recusa frontalmente na sua regulamentação, na sua organização e na sua cultura qualquer tipo de discriminação, seja ela de género, de etnia ou de religião", começa por transmitir a entidade reguladora do basquetebol nacional, em comunicado.


A FPB garante que cumpriu "rigorosamente" a regulamentação da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), a qual prevê "a possibilidade de os jogadores poderem utilizar equipamento de acordo com as suas convicções religiosas, desde que o mesmo garanta a liberdade de movimentos e assegure a segurança dos intervenientes no jogo".

De resto, a FPB revelou que no jogo anterior da formação de Tavira, o treinador já tinha sido informado pela equipa de arbitragem que o equipamento da jogadora "teria de estar de acordo com as regras definidas pela FIBA", lembrando que a "situação não foi corrigida no jogo do último domingo [de 10 de novembro]".

"A FPB refuta, assim, a afirmação veiculada de que a jogadora foi impedida de jogar por se recusar a mostrar os braços, tendo, inclusive, na pessoa do presidente da Direção, contactado diretamente a família da jogadora, para melhor esclarecer sobre toda a situação e critérios definidos pela FIBA sobre o equipamento de jogo", conclui a FPB.

De acordo com o Jornal de Notícias, Fatima Habib, jovem paquistanesa, de 13 anos, foi excluída antes do início do jogo que o Clube de Basquetebol de Tavira disputou com Imortal Basquetebol Clube de Albufeira, no domingo, por se ter recusado a despir a camisola que tinha vestida por baixo do equipamento oficial da equipa, uma vez que a religião muçulmana não permite que as mulheres exibam os braços.

A equipa de arbitragem permitiu que Fatima Habib mantivesse os collants e o lenço na cabeça, mas recusou que a jovem utilizasse a camisola e obrigou-a a abandonar o campo.

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