por admin em 25 set 2011, 15:59
decisão tomada numa reunião extraordinária da direcção
A Associação Recreativa de Freixieiro, que disputa o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de futsal, decidiu este domingo extinguir o profissionalismo da sua equipa sénior, em reunião extraordinária de direção.
Num comunicado publicado no site do Freixieiro, o clube matosinhense confirma que decidiu extinguir o "profissionalismo da sua equipa sénior de futsal e participar na próxima época desportiva no campeonato Nacional da I Divisão de Futsal em regime de completo amadorismo".
Esta decisão, de acordo com o presidente do Freixieiro, Mário Brito, surge da convicção de que "este acaba por ser um mal menor", uma vez que a alternativa era "fechar portas".
Em declarações à Lusa, o dirigente disse estar "cansado" da "discriminação dentro do futsal entre clubes chamados grandes e associações que fazem desta modalidade o principal" da sua atividade.
Mário Brito revelou que, apesar do regime de amadorismo, a equipa continuará a utilizar o Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos, espaço cedido pela autarquia quando o Freixieiro teve necessidade de trocar o "Choradinho" por um palco para garantir as transmissões televisivas.
"É com grande tristeza que tomamos esta decisão. A alternativa era pior e é isso que as pessoas que apoiam o Freixieiro devem pensar. Fomos o primeiro clube - não foi Benfica, nem Sporting, nem outro qualquer - a, há dez anos atrás, apostar em equipas profissionais", frisou o presidente.
Segundo Mário Brito, esse passo foi dado "para dar visibilidade ao futsal", mas agora, "atendendo à conjuntura económica", o Freixieiro é obrigado "a recuar e deixar de abraçar o futsal nessa perspetiva".
O presidente do clube matosinhense adiantou que "esta decisão teve apoio da Câmara Municipal", liderada pelo socialista Guilherme Pinto, "que foi consultada e ouvida, como várias outras entidades".
O quarto e último ponto do comunicado da Direção do Freixieiro refere que vai continuar a "reflexão sobre a sustentabilidade dos escalões de formação", para que seja tomada uma decisão "a curto prazo".
Questionado sobre qual a realidade da formação, Mário Brito revelou que o Freixieiro tem vindo a ponderar terminar com alguns escalões ou com equipas dentro de cada escalão, devido às "despesas avultadas".
O dirigente remeteu, no entanto, mais esclarecimentos para depois de segunda-feira, data da convocatória feita aos pais e encarregados de educação dos jogadores.
"Vamos reunir com os responsáveis pelos nossos meninos das escolinhas, dos infantis e dos iniciados e decidir. Se os pais aceitarem passar a pagar, em vez de 10 euros, vinte, por exemplo, talvez haja viabilidade com um ou outro ajuste. Mas os cortes no orçamento são inevitáveis", concluiu.
In Record