
Foi goleador da II Divisão, tentou a sorte no futsal italiano e agora está de regresso a Portugal, com as cores do Braga. João Miguel é um caso raro e específico, já que a sua experiência no futsal é de... duas épocas e meia. Em entrevista ao jornal O Jogo, publicada na passada semana, o novo reforço do Braga explicou como mudou de modalidade (do futebol para o futsal), tendo começado, no futsal, no Fafe... com 91 golos em 43 jogos. João Miguel em entrevista ao O Jogo Troca Futebol - Futsal: «Comecei a jogar futsal em novembro de 2016, mas desde miúdo que jogo torneios. Nos torneios ganhava muitas vezes o prémio de melhor marcador e jogador e há quatro anos o João Sousa, então treinador-adjunto do Braga, convidou-me para fazer uns treinos. Não quis deixar o futebol pois mesmo as divisões inferiores são mais bem remuneradas do que o futsal, mas há dois anos o mesmo João Sousa, agora treinador do Fafe, chamou-me novamente, eu estava desiludido com o futebol, o Fafe deu-me emprego e aceitei o desafio» Experiência em Itália: «A Born2advise, empresa de agenciamento do Ricardinho e de outros grandes jogadores quis trabalhar comigo e comecei a acreditar que podia ambicionar a algo mais. Acabei por ir jogar para o Bovalino (Itália) que é um clube do género II B de Itália. Fiz 20 golos em nove jogos. Financeiramente compensava, mas quis voltar para casa» O Braga: «É uma realidade diferente. Desde logo, no futebol tens que dominar a bola com a parte exterior do pé, enquanto no futsal tens que dominar de sola, o que não é fácil. Não vou dizer que está a ser fácil pois estava habituado a jogar 38 minutos e na semana passada não fui utilizado. Mas isso é normal. Vim para o Braga para aprender com campeões europeus, jogadores que já jogaram na Liga dos Campeões. É como eu costumo dizer: prefiro ser o pior dos melhores, do que o melhor dos piores»
Texto retirado do zerozero.pt