Benfica: de olhos postos no tricampeonato

Benfica: de olhos postos no tricampeonato com o plantel mais jovem da fase final
*com Rita David
Depois da desilusão no Europeu, o futsal feminino não pára e a fase final do Campeonato já está a todo o gás. Por isso, nas próximas semanas, o zerozero vai dar-lhe a conhecer, em maior detalhe, as equipas finalistas do Campeonato nacional de Futsal Feminino, através do A BOLA É DELAS. Ao longo das próximas semanas, continue connosco para ficar a conhecer as restantes equipas do Campeonato Nacional de Futsal Feminino.
Fundada em 2003, a equipa de futsal feminino surgiu dois anos depois da implementação da modalidade - a nível sénior masculino - no clube. E não tardou muito para surgir o primeiro forte investimento na equipa feminina. Vencedora de vários títulos a nível distrital, o primeiro título nacional chegou logo em 2004/05, com a conquista da Taça Nacional de Futsal Feminino - única prova a nível nacional na categoria - antes de existir um campeonato nacional. Para conhecer melhor o conjunto encarnado, o zerozero esteve à conversa com Rita Martins, responsável do futsal feminino, Bruno Fernandes, técnico da equipa e Inês Fernandes, capitã de equipa e vice-campeã europeia por Portugal. Estabilidade é o segredo Bicampeãs nacionais e vencedoras da Taça de Portugal nas últimas três temporadas, a equipa do Benfica é a mais titulada a nível nacional de futsal feminino. Das 16 atletas que formam o plantel mais jovem presente na fase final, 12 estão na Luz desde 2016, sendo que as capitãs, Inês Fernandes, Sara Ferreira e Ana Catarina estão no Benfica há mais de uma década.
Já o técnico Bruno Fernandes está a cumprir a sua terceira temporada na liderança da equipa. E não se pode dizer que não esteja a dar resultado... Até porque na temporada passada foram vice-campeãs de um torneio europeu de clubes, onde foram derrotadas pelo Atlético de Madrid (5x2). À procura do tricampeonato À terceira jornada da fase final, o Benfica divide a liderança com a Novasemente, ambas com sete pontos. Por isso, e com o peso do bicampeonato, os objetivos são simples para Inês Fernandes, capitã de equipa e para Bruno Fernandes, treinador principal.
Três meses competitivos (Inês Fernandes): «As expectativas são elevadas como sempre: renovar o título de campeão nacional, vencer a final four da Taça de Portugal e ser ainda mais feliz do que a época passada no torneio europeu. Avizinham-se uns últimos três meses competitivos exigentes e difíceis, mas é também desses desafios que nós gostamos». Responsabilidade acrescida (Bruno Fernandes): «É a fase que todos esperamos, sabemos das dificuldades que teremos de passar para conseguir atingir o principal objectivo. Nesta fase, jogamos sempre com excelentes equipas e ótimas jogadoras, bem orientadas e é essa responsabilidade acrescida que nos obriga a superar a cada dia e a reinventar-nos. O nosso objectivo é e será sempre conquistar o título nacional». O que ainda está por fazer? Ao longo desta nossa caminhada pela fase final do Nacional Feminino, o zerozero pretende compreender por onde passa o futuro do futsal feminino em Portugal e, questionados sobre isso, Inês Fernandes e Bruno Fernandes realçaram aquilo que deve ser feito, com umas sugestões bem interessantes... Começar mais cedo (Inês Fernandes): «O futsal feminino tem evoluído na última década mas há sempre espaço para fazer mais e melhor. Nomeadamente ligar os clubes ao desporto escolar para promover a prática de futsal muito mais cedo, criar mais escalões nas seleções nacionais e aumentar o número de estágios destas»
Novo formato (Inês Fernandes): «É necessário rever o quadro competitivo no escalão sénior, transformando, por exemplo, o Campeonato Nacional numa fase única complementada com play-off e procurar com urgência um patrocinador para essa mesma competição» Mais divulgação, incluindo da FPF (Inês Fernandes): «Além disso, é preciso aumentar a divulgação de informação sobre a mesma no site oficial da FPF e até uma possível transmissão dos jogos em streaming, resumo dos jogos ou compilação dos golos da jornada» O que há a melhorar (Bruno Fernandes): «O aumento de equipas em escalões jovens e volume de jogadoras a praticar, possibilitar às jogadoras aumentarem o volume de horas semanais de treino e um quadro competitivo melhorado. Acredito que se for este o caminho a seguir teremos possibilidades reais de conquistar títulos europeus e mundiais tanto a nível de clubes como de seleções» 24 anos de futsal sénior À conversa com Rita Martins, internacional lusa pela primeira vez em 1998 e talvez a maior testemunha da evolução do futsal feminino em Portugal, a ex-jogadora do Benfica sugeriu duas ideias que podiam alterar, por completo, o panorama do futsal feminino em Portugal.
Desporto escolar é parte da solução: «A ligação com o Desporto Escolar é fundamental, sendo esse o passo mais urgente a dar!» Profissional? Só fora de Portugal: «Na minha opinião, o primeiro grande entrave centra-se na não profissionalização da Liga de Futsal, sendo a mesma composta por equipas totalmente amadoras, e dessa forma, dificulta a aposta dos clubes em profissionalizar as suas equipas. Enquanto jogadora, só consegui ser profissional fora do país e, dessa forma, a evolução foi mais lenta».
O plantel do Benfica 2018/19 NOME IDADE POSIÇÃO PROFISSÃO Ana Catarina 26 GR Estudante universitária Bety Delgado 27 GR Estudante universitária Patrícia Mexia 20 GR Estudante universitária Cláudia Pereira 25 Fixo Estudante Curso Profissional Cláudia Figueiredo 21 Universal Lojista Inês Fernandes 29 Universal Médica Cátia Tavares 22 Ala Empregada hoteleira Janice Silva 21 Ala Estudante Curso Profissional Ana Gonçalves 18 Ala Estudante Curso Profissional Beatriz Silva 19 Ala Estudante 12º ano Sara Ferreira 26 Ala Hotelaria Maria Pereira 23 Ala Estudante curso profissional Raquel Santos 20 Ala Estudante universitária Sofia Jesus 20 Pivot Estudante universitária Beatriz Sanheiro 17 Pivot Estudante 12º ano Ana Mendonça 25 Pivot Estudante universitária Recorde a primeira edição - Novasemente
Texto retirado do zerozero.pt