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Boavista 0-1 FC Porto: Assim se cura uma ressaca

Boavista 0-1 FC Porto: Assim se cura uma ressaca

Mensagempor Maria de Fátima em 11 nov 2019, 12:48

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Um grande golo de Alex Telles resolveu o dérbi no Bessa, mantendo os 'dragões' na corrida pela liderança, e ajudou a afastar os fantasmas que assombraram a equipa durante a semana.

O FC Porto venceu o dérbi da cidade Invicta com um golo solitário de Alex Telles, aos 9 minutos, resultado que permite à equipa azul e branca manter os dois pontos de distância para o líder Benfica. O pontapé do lateral brasileiro foi o corolário de um jogo bastante físico e combativo, um dia depois de Sérgio Conceição avisar que era preciso "sentir o clube", quando ainda se desconhecia a sanção disciplinar a quatro dos seus jogadores.

Os dragões fizeram por merecer o triunfo no Bessa, ainda que pela margem mínima, frente a um Boavista que caiu bastante de rendimento após o intervalo, acabando por averbar a segunda derrota consecutiva no campeonato.



As duas equipas apresentaram-se com várias alterações no onzes iniciais, sendo que o FC Porto foi para este jogo sem Marchesín, Uribe e Luis Diaz, riscados por Sérgio Conceição por razões disciplinares, e também sem o lesionado Pepe. Tudo isto na ressaca da derrota em Glasgow, frente ao Rangers, para a Liga Europa. A titularidade acabou por ser entregue a Diogo Costa, em estreia absoluta na I Liga, Loum, Fábio Silva e Marega, que falhara os últimos quatro compromissos da equipa.

No lado dos axadrezados, Lito Vidigal voltou a apresentar uma linha defensiva composta por cinco elementos, promovendo os regressos de Bracali, Dulanto, Heriberto e Mateus.

Percebia-se, desde logo, que este seria um dérbi musculado, e foi dessa forma aguerrida que Alex Telles, aos 9 minutos, ganhou uma segunda bola, avançou em direção à área e encheu o pé, inaugurando o marcador. O lateral correu para o banco de suplentes para festejar com Sérgio Conceição e chamou toda a equipa para um abraço de grupo.

O jogo prometia ser tranquilo para o FC Porto, porque aos 13 minutos Manafá intercetou um passe de Mateus, cruzou atrasado e Fábio Silva falhou o desvio e o que podia ter sido o 2-0. Aos 24’ foi a vez de Iván Marcano cabecear ligeiramente ao lado da baliza de Bracali.

O Boavista teve uma excelente oportunidade para empatar através de Ricardo Costa (28’). O defesa central tinha tudo para fazer golo, mas acabou por atirar por cima ao segundo poste, na sequência de um pontapé de canto e de um primeiro desvio de Rafael Costa. Foi, de resto, o momento mais perigoso da equipa de Lito Vidigal, que foi mostrando grandes dificuldades nas saídas para o ataque.

A segunda parte foi ainda mais dura e faltosa que a primeira, mas pobre em qualidade de jogo. O FC Porto parecia ainda mais tranquilo na sua vantagem, o que levou Lito Vidigal a trocar Heriberto por Yusupha, sem desfazer o quinteto defensivo. Acabou por ser o dragão a ficar mais perto do golo, com Loum a cabecear muito perto do poste da baliza axadrezada, na sequência de um canto. Pouco tempo depois, Bracali respondeu com enorme defesa a um desvio de cabeça de Marega.

Sérgio Conceição também mexeu na equipa, fazendo entrar Zé Luís e Nakajima (saíram Fábio Silva e Manafá), com Paulinho a render Mateus no lado dos boavisteiros. Apesar das mudanças, os axadrezados jogavam cada vez mais longe da baliza de Diogo Costa, que acabou por ter uma noite sossegada, o que permitiu ao FC Porto gerir a vantagem sem grandes sobressaltos.

Os azuis e brancos voltaram a estar perto do 2-0 na reta final, com um remate ao poste de Zé Luís, depois de tirar do caminho dois defesas, mas o marcador não voltaria a sofrer qualquer alteração. Há muito que a cura para a ressaca estava encontrada.

https://desporto.sapo.pt/futebol/primei ... id=1&pid=1

Momento
1-0 por Alex Telles: Grande golo do lateral brasileiro, um remate cruzado, de fora da área, como que a afastar os 'fantasmas' que assombraram a equipa durante a semana. A celebração, carregada de simbolismo, também é digna de registo.

O melhor
Alex Telles: Marcou o terceiro golo na presente temporada, depois de Gil Vicente e Portimonense, curiosamente todos eles fora de portas. Bem no plano defensivo, apesar de não ter sido verdadeiramente posto à prova.

O pior
Segunda parte do Boavista: A jogar em casa, esperava-se muito mais do conjunto axadrezado que até há pouco tempo era dos poucos com um registo imaculado no campeonato - acabou por perder na jornada anterior, em Setúbal. A linha defensiva de cinco homens não só não ajudou, como hipotecou a reação ao golo madrugador do FC Porto.

Reações
Conceição recusa falar da noitada mas elogia escolhas: "Um menino de 17 anos bateu-se como um homem"

Alex Telles: "Parece que querem separar o grupo, mas estamos unidos"

Lito Vidigal: "Na 2.ª parte o FC Porto quebrou o ritmo de jogo, o jogo estava muito parado"

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Por falar em festas, Alex tinha o foguete certo

Mensagempor admin em 11 nov 2019, 17:13

https://www.zerozero.pt/wimg/n267965b/por-falar-em-festas-alex-tinha-o-foguete-certo.jpg

A BRILHAR Defesa 26 anos Alex Telles À bomba Num jogo onde os nervos podiam ir aumentando com o passar do tempo, o brasileiro não quis esperar muito para fazer balançar as redes e acabou por ser decisivo. Os jogos no banco fizeram bem, porque o lateral não parece o mesmo. Já o remate, parece ter sido um afastar dos fantasmas que assombraram a equipa durante esta semana. No momento defensivo não teve muito trabalho, mas esteve sempre alerta. Médio 24 anos Otávio Abraçou o estilo do dérbi Num meio campo composto por Danilo e Loum, ficou encarregue das funções mais criativas. E fê-lo bem. Além disso, o médio brasileiro mostrou aquela combatividade a que este dérbi está tão acostumado. Na primeira linha de pressão era ele que impedia os ataques rápidos das panteras. Defesa 25 anos Chancel Mbemba Cumpre onde for preciso Já jogou a trinco, lateral direito e central, e a verdade é que tem dado conta do recado. No eixo da defesa, a substituir Pepe, o congolês foi o que mais se destacou. Imperial no jogo aéreo e sempre muito atento a Stojiljkovic, voltou a responder à altura à confiança de Sérgio Conceição. Médio 20 anos Yaw Ackah Em todo o lado Com uma função importante à frente da linha de cinco defesas, passava por ele a responsabilidade de conter o jogo interior do FC Porto. Apesar de não terem tido um homem fixo como médio ofensivo, Corona e Otávio passavam muitas vezes por lá, e o camisola 88 do Boavista ia travando estas tentativas. Não tivesse sido ele, o resultado podia ter sido outro. Médio 22 anos Mamadou Loum Disse «presente» Que bela maneira de justificar a escolha do treinador. As questões disciplinares do clube e o castigo a Uribe abriram um lugar onze e o senegalês aproveitou da mesma forma. Lado a lado com Danilo, esteve sempre disponível para impedir os ataques das panteras. Na sua estreia na Liga NOS, ainda teve tempo de criar perigo nas bolas paradas ofensivas. Teria sido uma estreia de sonho. Defesa 38 anos Ricardo Costa Não facilitou O trintão continua em grande forma nesta temporada. E parece que as suas exibições saltam mais à vista contra as melhores equipas. Depois da exibição quase perfeita contra o SC Braga, há umas semanas, o central voltou a estar bem. É o patrão da defesa e a braçadeira fica-lhe bem. Os adeptos não podem apontar nada à sua exibição. NO BOLSO Avançado 28 anos Moussa Marega Ainda não está a 100% O maliano não esteve nos últimos jogos da equipa e não se sabe bem se é por opção técnica ou por questões físicas. De qualquer das formas, o maliano não é o mesmo das épocas anteriores. Falhou a desiquilibrar e acabou por ser anulado. Não conseguia dar o melhor destino aos lances onde era chamado, segurar as bolas longas. Avançado 22 anos Heriberto Tavares Faltou decidir melhor Quando se tem poucas oportunidades para desequilibrar, é preciso saber aproveitá-las melhor. Não foi feliz nas poucas que teve e acabou por sair aos 70 minutos como o pior da equipa. A individualidade que mostrou num contra-ataque onde o Boavista tinha superioridade numérica foi apenas uma das várias más decisões que tomou. Tem qualidade, mas este jogo saiu-lhe ao lado.

Texto retirado do zerozero.pt
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No Bessa, de fato-macaco, para fazer a festa

Mensagempor admin em 11 nov 2019, 17:15

https://www.zerozero.pt/wimg/n267962b/no-bessa-de-fato-macaco-para-fazer-a-festa.jpg

Começou conturbada a preparação para o dérbi, mas acabou em clima de satisfação para o FC Porto. A equipa de Sérgio Conceição fez valer o golo madrugador de Alex Telles para ganhar um jogo que teve muito mais de músculo do que de classe, mas no qual muito suor, de parte a parte, ficou no relvado. Depois de ter perdido pela primeira vez neste campeonato em Setúbal, o Boavista voltou a ser derrotado e, bem somado o jogo, deixou algo a desejar, já que foi perdendo o discernimento cedo e não conseguiu contrariar um FC Porto que foi percebendo que a organização atrás era meio caminho para o sucesso. O outro meio encontrou-o Alex Telles muito cedo. Golo cedo desequilibrou A previsão, ao ver os onzes, é de que este tinha tudo para ser um dérbi rijinho, à moda antiga, em que o físico era muito mais aposta do que a técnica. Sobretudo depois de se ver a escolha de quatro centrais de raiz por parte de Lito Vidigal (Bulanto foi lateral direito), o que indicava que era no povoamento recuado que o técnico queria tentar ter o jogo controlado.

Uma aposta que explodiu com a bomba de Alex Telles, logo aos 9 minutos. O lateral, que chegou a ser central em Glasgow, começou cedo a fazer a diferença e a dar à equipa um elixir que, sendo sempre preciso, neste caso urgia. É que o pré-jogo dos portistas não tinha sido nada fácil. Além da derrota em Glasgow e das muitas críticas pelo pouco futebol apresentado, a bronca em torno dos quatro jogadores que não respeitaram o regulamento do clube (Marchesín, Saravia, Uribe e Luis Díaz ficaram de fora) trazia ao jogo uma carga adicional de pressão, bem como a necessidade de mexer - Diogo Costa estreava-se na baliza, Loum era surpresa no meio. Só que dois pontos colocaram as doses de confiança dos portistas mais reforçadas: Sérgio Conceição acrescentou a escolha de Fábio Silva, numa prova de confiança perante o contexto complicado, e a fervorosa bancada visitante encheu, de adeptos e de ruído positivo, injetando à equipa a dose de adrenalina necessária para uma sensação de estar quase a jogar em casa. Quanto ao jogo e a uma eventual reação, ela existiu. Mais pela direita, o Boavista tentou criar perigo e teve várias chegadas à baliza, com a mais perigosa a ser de Ricardo Costa, numa bola parada. Ordem para o controlo Num jogo de forte rivalidade, em que qualquer duelo foi disputado ao limite, não faltou entrega e comprometimento às duas equipas. Foi, porém, faltando qualidade.

Se o decorrer da primeira parte já o mostrava, ainda mais vincado ficou no regresso dos balneários, altura em que a expectativa era reinante. O FC Porto preferiu e conseguiu um jogo com mais posse, embora sem grande dinâmica. A equipa pedia a Marega e Fábio Silva constantes recuos para segurar bola e permitir subidas, só que os axadrezados anularam-no com várias faltas que não permitiram uma fluidez de jogo. Por sua vez, tentaram criar mossa através das mesmas bolas paradas, o que também não resultou. Aliás, seria o FC Porto, dessa forma, a estar mais mais perto de marcar. Em jogo amarrado, as substituições prometiam enfim a tal qualidade. Yusupha e Paulinho, Zé Luís e Nakajima, todos eles capazes de emprestar ao jogo algo melhor. Só que já nele estava entranhado um espírito combativo que se sobrepunha a qualquer outro. Só Zé Luís rompeu com o cenário, numa arrancada em que fez quase tudo bem, mas que esbarrou no poste. Os pontos, como tem sido habitual nos dérbis entre as duas equipas, foram para o Dragão (11 vitórias seguidas), onde a mira continua apontada à liderança. De partida para mais uma longa paragem de Liga NOS, os portistas continuam a dois pontos do Benfica. Ver também Por falar em festas, Alex tinha o foguete certo

Lances Capitais
9´GOLO FC Porto!
Alex Telles marca Alex Telles marca o seu 3º golo na prova (10 jogos)

A Chave
Intervalo portista ajudou a equilibrar a equipa e a perceber que as saídas do Boavista teriam de ser estancadas na raiz. Notou-se uma clara tendência para a equipa trocar a bola na primeira fase de construção logo depois, de forma a anular a pressão boavisteira, o que resultou.

O Árbitro
Arbitragem defensiva, a apitar muitas vezes para conseguir controlar o jogo dessa forma, o que lhe retirou fluidez. Alguns lances mais duros poderiam ter sido sancionados e a segunda parte, pelas muitas pausas, devia ter tido mais do que três minutos de compensação, mas, de forma geral, foi arbitragem positiva.

O Melhor Das fraquezas, forças...
As contrariedades eram várias e Sérgio Conceição tinha, para além da pressão normal, a dificuldade de escolher vários outros intervenientes. A resposta foi positiva. É verdade que a equipa não deslumbrou, mas foi muito competente e organizada. Diogo Costa esteve exemplar e Loum foi crescendo com o jogo.

O Pior Boavista da segunda parte
Pedia-se bem mais a uma equipa que tem feito um bom arranque, mas que pareceu perpetuar a sua estratégia na espera por uma bola parada para decidir. Os contra-ataques não saíram e o futebol apoiado e pensado praticamente não existiu. Há jogadores para fazer mais, pese embora o poderio do adversário.





Texto retirado do zerozero.pt
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