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Uma máquina a precisar ainda de muitas afinações

Uma máquina a precisar ainda de muitas afinações

Mensagempor Maria Coelho em 09 set 2019, 11:32

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O Vitória Futebol Clube, comummente conhecido como Vitória de Setúbal, é um dos históricos do futebol português que, pese as dificuldades que pairam em redor do clube praticamente todos os anos, tem sido capaz de segurar-se no principal escalão.

Com maior ou menor dificuldade, os setubalenses lutam há 15 anos consecutivos pela manutenção na Liga e este ano os esforços vão no sentido de carimbar esse objetivo de forma mais atempada, sem que seja preciso o recurso à calculadora nas últimas jornadas. Sandro Mendes substituiu Lito Vidigal no decorrer da temporada passada e continua no comando técnico dos sadinos, embora nos últimos tempos a sua continuidade tenha sido questionada na imprensa nacional, que tem dado conta de uma alegada ruptura entre treinador e Direção. O certo é que os discursos parecem divergentes no que diz respeito à constituição do plantel para 2019/20. Um coletivo que precisa de ser fortalecido Em termos de saídas, Rúben Micael, Allef e Vasco Fernandes deram por terminada a passagem por Setúbal. Carlinhos, Hachadi, Mansilla e Guedes foram os primeiros a chegar ao Bonfim, mas ainda não conseguiram confirmar todas as credenciais. O último dia de mercado foi mais generoso para Sandro e os três reforços que chegaram - Jubal, Leandrinho e Nabil Ghilas - têm condições para serem presença regular no onze ao longo deste ano. Os primeiros jogos mostraram uma aposta clara no 4x4x2, com um avançado mais fixo (Hachadi) e outro mais móvel (Zequinha), que se transforma num 4x5x1 nos momento de transição defensiva, em que o internacional marroquino fica como único homem mais adiantado e aquele que exerce a primeira pressão sobre o adversário.

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No meio, um losango. O médio defensivo (Semedo) posiciona-se logo acima dos centrais e funciona como uma espécie de segurança, apostando no duelo físico para criar situação de vantagem; o médio ofensivo (Éber Bessa) é o desbloqueador e os dois médios/extremos têm missões distintas. Hildeberto é o elemento mais vertiginoso, aquele que aposta mais no 1x1 e nas incursões da faixa para o interior, enquanto Nuno Valente é um falso extremo, até porque Zequinha acaba por aparecer muito pelo corredor e obriga o médio a fechar mais no meio. Os nomes apresentados são apenas referências tendo por base as apostas que têm sido feitas nestas quatro primeiras jornadas. Há mais soluções, boas soluções, diga-se. No entanto, neste momento, há ainda um longo caminho a percorrer. Numa equipa que vale (ainda) muito das suas individualidades, em vez do coletivo, falta algum equilíbrio e organização ao conjunto de Sandro e isso é evidente pelos espaços concedidos aos adversários. A finalização também tem sido um problema - zero golos marcados na Liga - e o mais preocupante é que a equipa não tem criado muitas oportunidades de golo. Posto isto, há muito trabalho pela frente.

Ponto Forte
Bonfim Nos últimos tempos tem havido uma aproximação mais vincada entre o clube e a cidade, com os adeptos a proporcionarem condições favoráveis para os jogadores do Vitória FC e adversas para... os adversários. Este ano, o Bonfim assistiu à única vitória do clube (na Taça da Liga) e a dois nulos. E é por terras do Sado que a equipa se sente mais confortável a jogar.
Ponto Fraco
Divórcio com os golos Quatro jornadas, zero golos. Se os números são naturalmente preocupantes, ganham ainda maior dimensão quando são perfeitamente justificáveis pela fraca capacidade do Vitória em criar situações de perigo junto às balizas contrárias. Os primeiros sinais dão conta de uma equipa desequilibrada, desorganizada e que vive muito dos rasgos individuais de alguns jogadores. Francamente pouco.

História

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Peritos na fuga à despromoção
O Vitória de Setúbal é um dos históricos do futebol português, mas também aquele clube que muitos apontam como forte candidato à descida praticamente em todos os anos. O certo é que os sadinos, com maior ou menor dificuldade, vão ultrapassando todos os problemas (e crises) e continuam pela Liga. São já 16 anos consecutivos no principal escalão do futebol português.

A Estrela

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Éber Bessa
Não é um jogador brilhante, mas é um excelente jogador. Éber Bessa destacou-se na temporada passada ao serviço dos sadinos, sobretudo pela regularidade, e surge para o novo ano com o mesmo estatuto. O camisola 10 é daqueles que não precisa de muito espaço para criar desequilíbrios no adversário e também é forte nas bolas paradas.

O Técnico

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Sandro Mendes
O antigo médio e capitão do Vitória FC passou do escritório (era Diretor Geral de Futebol) para o relvado, tendo assumido o comando técnico dos setubalenses após a saída de Lito Vidigal. As três vitórias em 16 jogos parecem ter sido suficientes para começar ao leme de uma equipa que ainda não marcou qualquer golo esta temporada.

Texto retirado do zerozero.pt
Maria Coelho
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